Nasceu em Sidon, na Fenícia, filho de um rico joalheiro de Samos e de uma mulher chamada Partênis.
Antes de nascer fora dedicado à luz de ApoIo, na lua do amor.
Dele profetizou a Pítia de Delfos a seus pais:
"Terão um filho, que será útil a todos os homens, em todos os tempos."
Depois que o menino completa um ano de idade e é abençoado pelo pontífice do templo de Adonai, em um vale do Líbano, a família retorna a Samos.
Pitágoras era uma criança bela, muito sossegada. Em seus lindos olhos brilhava a paixão que tinha pelos estudos.
Entregue a mestres da física e de outras ciências, como Hermodamas, em Samos, Ferecides, em Sinos, Tales e
Anascimandro, em Mileto, não se satisfazia e precipitou-se em uma crise espiritual.
Queria compreender o vínculo que ligava todas as esplêndidas manifestações da natureza com o Todo.
Um dia, após meditar, concluiu que o segredo do Cosmos está na síntese dos três mundos: Celeste, Terrestre e Humano.
Percebeu que a chave do universo estava oculta na ciência dos números: a lei ternária, que rege a constituição dos
seres, e a do setenário, que preside a sua evolução.
Pitágoras viu que os mundos se moviam segundo o ritmo e a harmonia dos números sagrados.
Lembrou das palavras do sacerdote quando fora abençoado no Templo de Adonai, no Líbano, e que sua mãe sempre lhe repetia:
"Ó, mulher da Jônia, teu filho será grande pela sabedoria. Os gregos já possuem a ciência dos deuses, mas a ciência de Deus só se encontra no Egito."
Conseguiu do monarca que governava a Jônia, Polícrates, uma carta de recomendação para o faraó Amasis, que o recomendou aos sacerdotes de Mênfis.
Esses sacerdotes relutaram muito em receber Pitágoras por ele ser grego, uma vez que os gregos eram consideravam levianos. Fizeram de tudo para o desanimar. Pitágoras, porém, submeteu-se com coragem inquebrantável às provas a que foi submetido.
Sua iniciação prolongou-se por vinte e dois anos sob o pontificado do sumo sacerdote Sonquis.
Tendo Pitágoras demonstrado sua extraordinária força espiritual, vencendo todas as provas e tentações, foram-lhe abertos, pelos sacerdotes de Ísis, os tesouros de seus conhecimentos.
Os sacerdotes de Mênfis diziam-lhe que "a ciência dos números e a arte da vontade são as duas chaves da magia".
Quando já se tornara sacerdote e pensava em voltar à Grécia, sobreveio a guerra na bacia do Nilo.
Cambises invadiu o Egito, saqueou com suas hordas os templos de Mênfis e Tebas e destruiu o templo de Amon.
Após Cambises cometer toda sorte de atrocidades, ordenou que uma parte dos sacerdotes que não foram decapitados fosse levada para a Babilônia, e entre eles se encontrava Pitágoras.
Na Babilônia, Pitágoras foi iniciado nos arcanos da antiga magia.
Depois da iniciação egípcia e caldaica, Pitágoras estava mais preparado do que seus próprios mestres e do que qualquer grego de seu tempo.
Soube que as religiões eram diversos raios de uma mesma verdade, que eram decifrados de acordo com a maturidade espiritual de quem as processava.
Abriu-se-lhe a visão espiritual e ele divisou o passado, o presente e o futuro com clareza ímpar.
Ficou doze anos na Babilônia, quando Demócedes, médico do rei dos Persas, intercedeu junto ao monarca e conseguiu a liberdade de seu compatriota, que pôde, então, voltar à Grécia.
Chegando à sua terra, após trinta e quatro anos de ausência, encontrou-a esmagada, sob o domínio de um sátrapa do rei.
Tinham fechado as escolas e os templos, os poetas e cientistas estavam foragidos.
Pitágoras teve, porém, a alegria de ainda encontrar com vida sua mãe, que jamais duvidara de seu regresso, e assistir ao desencarne de seu primeiro mestre, Hermodamos.
Ambos, mãe e filho, fugiram, então, de Samos rumo a novo exílio. Corriam para a Grécia, onde pretendiam fundar uma escola de ciência e de vida.
A doutrina de Pitágoras estava fundamentada em uma ciência experimental, acompanhada de uma completa organização da vida.
Pitágoras dizia:
"Honra à mulher, que nos faz compreender a grande Mulher, a Natureza. Que ela seja sua imagem santificada,
que ela nos auxilie a subir os degraus da escada que vai até a grande Alma do Mundo, que concebe,
conserva e renova, até a divina Cibele, que conduz as almas em seu manto luminoso."
Pitágoras reencarnou como o discípulo amado de Jesus, João Evangelista, mais
tarde encarnou como Francisco de Assis, foi Kut-Humi, Mestre do
2º Raio - O Raio do Amor - Sabedoria e, hoje, juntamente com o Cristo, encontra-se como Instrutor do Mundo.