1. Introdução
2. Nada é por Acaso
Diante de tantas informações
disponíveis sobre a Reencarnação é inadmissível
que as pessoas continuem achando que a gravidez acontece somente por
um pequeno descuido ou, como muitos imaginam, um castigo dos céus.
Como veremos no artigo a Reencarnação
é fruto de um planejamento da espiritualidade, com a participação
de muitos espíritos. Está muito longe de ser uma simples
fecundação do óvulo, pois é um verdadeiro
Projeto Espiritual, onde mãe e filho se unem para "materializar"
o corpo físico e possibilitar mais um ciclo de crescimento para
o espírito. Os Anjos do Senhor também participam e supervisionam
a tarefa, ajudando sempre que lhes é permitido.
Nada é por Acaso, Tudo tem um objetivo!!!
3. Reencarnação
171. Em que se funda o dogma da reencarnação?
“Na justiça de Deus e na revelação, pois
incessantemente repetimos: o bom pai deixa sempre aberta a seus filhos
uma porta para o arrependimento. Não te diz a razão que
seria injusto privar para sempre da felicidade eterna todos aqueles
de quem não dependeu o melhorarem-se? Não são filhos
de Deus todos os homens? Só entre os egoístas se encontram
a iniqüidade, o ódio implacável e os castigos sem
remissão.”
Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus
lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes
as provações da vida corporal. Sua justiça, porém,
lhes concede realizar, em novas existências, o que não
puderam fazer ou concluir numa primeira prova.
Allan
Kardec – O Livro dos Espíritos
O conceito de reencarnação já
existe em diversas culturas há milênios, o Hinduismo, Budismo,
e outras filosofias (principalmente orientais) já aceitavam a
volta da alma ao mundo das formas. Antigamente o tema era mais explorado
pelas religiões orientais, contudo, com o advento do espiritismo
a doutrina da reencarnação foi explorada com profundidade
pelo Mestre Kardec.
Allan Kardec fez um estudo minucioso sobre a reencarnação,
explorando o assunto com grande riqueza de detalhes. O Livro dos Espíritos,
O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Revista Espírita e outras
obras publicadas pelo grande pesquisador espiritual contêm as
descobertas mais importantes e as suas principais conclusões.
Embora muitas religiões não
aceitem a reencarnação, ela nos ajuda a responder várias
dúvidas, por exemplo:
• Porque nascem pessoas deficientes
físicas, ou deficientes físicas e mentais? Se aceitarmos
a existência de Deus e de uma única vida então
concluiremos que Deus é parcial, porque dá a alguns
uma saúde invejável e a outros a limitação
que os acompanhará até a morte.
• Como explicar a sensação
agradável que algumas pessoas desconhecidas nos causam, e por
outro lado, a repulsa contra outros. Até mesmo depois do convívio,
porque temos sempre alguma predileção?? Encontramos
maiores afinidades até nos relacionamentos entre pais e filhos,
é notório que existe um filho que é mais próximo
do pai, outro da mãe, embora eles amem a todos com o mesmo
carinho.
A reencarnação explica pelas experiências, boas
ou ruins, que já estivemos antes com essas pessoas. Embora
as lembranças não estejam no arquivo físico,
elas estão armazenadas nos arquivos da alma. As impressões
marcadas na alma são trazidas a tona quando entramos em contato
com o espíritos que nos são próximos ou com quem
temos compromissos.
Essa “atração” não está ligada
a evolução, todos a sentem, a única diferença
é a maior consciência que espíritos mais evoluídos
possuem, podendo até lembrar dos momentos passados em outras
vidas.
204. Uma vez que temos tido muitas existências,
a nossa parentela vai além da que a existência atual nos
criou?
“Não pode ser de outra maneira. A sucessão das existências
corporais estabelece entre os Espíritos ligações
que remontam às vossas existências anteriores. Daí,
muitas vezes, a simpatia que vem a existir entre vós e certos
Espíritos que vos parecem estranhos.”
Allan
Kardec – O Livro dos Espíritos
• Porque nascem pessoas puras, boas
e caridosas e outras malévolas, frias, insensíveis??
Como podemos imaginar Deus criando espíritos em uma fábrica
onde a linha de produção embala bons, malévolos,
medianos, doentes, etc, em setores diferentes??
O grau de adiantamento do espírito será exteriorizado
em seu comportamento, a evolução está diretamente
ligada a quantidade de vezes que o espírito encarnou e o quanto
soube aproveitar as oportunidades que lhe foram dadas para crescer
espiritualmente.
Espíritos ainda mergulhados na ignorância do mal serão
um dia tão bons quanto os que hoje auxiliam na evolução
do planeta, isso acontecerá pelos suaves sopros do instinto
evolutivo ou pelas pesadas marteladas da dor.
• E as
crianças que desencarnam em tenra idade?? Deus seria justo
se tirasse na sorte quando ocorreria a desencarnação??
Talvez esse pensamento seja muito cômodo quando não acontece
conosco, mas o que pensar quando se perde o filho querido ou o campanheiro(a)
ou os pais?? Novamente recorremos a Allan Kardec:
199. Por que tão
freqüentemente a vida se interrompe na infância?
“A curta duração da vida da criança pode
representar, para o Espírito que a animava, o complemento de
existência precedentemente interrompida antes do momento em que
devera terminar, e sua morte, também não raro, constitui
provação ou expiação para os pais.”
...
a) - Que sucede ao Espírito de uma criança que morre pequenina?
“Recomeça outra existência.”
Se uma única existência tivesse o homem e se, extinguindo-se-lhe
ela, sua sorte ficasse decidida para a eternidade, qual seria o mérito
de metade do gênero humano, da que morre na infância, para
gozar, sem esforços, da felicidade eterna e com que direito se
acharia isenta das condições, às vezes tão
duras, a que se vê submetida a outra metade?
Semelhante ordem de coisas não corresponderia à justiça
de Deus. Com a reencarnação, a igualdade é real
para todos.
Podemos citar alguns conceitos básicos
da reencarnação:
1 – Não possuímos uma
só existência, voltamos várias vezes com o objetivo
de depurar nosso espírito. Esse é o principal motivo da
nossa volta. Alguns espíritos não aproveitam a chance
que lhes é dada e, só para piorar, se comprometem mais
ainda, afundando seus espíritos na lama dos prazeres e viciações,
criando débitos ao invés de crescer e conquistar méritos.
Terão que voltar até quitar os débitos contraídos
e alcançar a vibração necessária para habitar
outros mundos ou não necessitar mais reencarnar para evoluir.
Allan Kardec fala um pouco mais sobre a evolução
do espírito através da reencarnação no livro
dos espíritos:
167. Qual o fim objetivado
com a reencarnação?
“Expiação, melhoria progressiva da Humanidade. Sem
isto, onde a justiça?”
168. É limitado o número das existências corporais,
ou o Espírito reencarna
perpetuamente?
“A cada nova existência, o Espírito dá um
passo para diante na senda do progresso. Desde que se ache limpo de
todas as impurezas, não tem mais necessidade das provas da vida
corporal.”
169. É invariável o número das encarnações
para todos os Espíritos?
“Não; aquele que caminha depressa, a muitas provas se forra.
Todavia, as
encarnações sucessivas são sempre muito numerosas,
porquanto o progresso é quase infinito.”
170. O que fica sendo o Espírito depois da sua última
encarnação?
“Espírito bem-aventurado; puro Espírito.”
2 – Podemos voltar em situações
diferentes da atual encarnação, ou seja, com sexo diferente,
posição social diversa, situação material
melhor ou pior, saúde comprometida ou renovada, etc. Esse foi
um dos motivos que fizeram com que muitos não aceitassem a reencarnação,
pois não se admitia que um Rei, General ou Lorde pudesse voltar
como um escravo ou uma simples pessoa do povo.
Muitos que hoje estão em posição
vantajosa acham que Deus é bondoso, maravilhoso porque o escolheu,
se acha o Escolhido. Mas e os outros, e a multidão de pessoas
que o acompanha em uma situação inferior?? São
os esquecidos?? Os humildes, pobres e doentes foram abandonados por
Deus?? O ser mais perfeito que pousou no planeta mostrou-nos o contrário,
ele sempre estava próximo dos aflitos, das almas pedintes, dos
sofridos e largados pelo mundo. Podemos assim concluir que Deus está
próximo de todos, mas ligado somente aos que com ele tentam falar.
Infelizmente, no atual estado evolutivo da humanidade a grande massa
que busca Deus são os que sofrem, pois os que estão em
posição favorável só pensam em si.
O espírito que aceita a reencarnção
deve viver sua vida plenamente, mas consciente que aquele que hoje o
serve de uma posição inferior pode ser em outra oportunidade
seu superior, ou, o que não é raro, ser um espírito
mais evoluído.
Novamente recorremos a Allan Kardec:
a) - Como se explica então a pluralidade de suas existências
em um mesmo globo?
“De cada vez poderá ocupar posição diferente
das anteriores e nessas diversas posições se lhe deparam
outras tantas ocasiões de adquirir experiência.”
;;
201. Em nossa existência, pode o Espírito que animou o
corpo de um homem animar o de uma mulher e vice-versa?
“Decerto; são os mesmos os Espíritos que animam
os homens e as mulheres.”
202. Quando errante, que prefere o Espírito; encarnar no corpo
de um homem, ou no de uma mulher?
“Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as
provas por que haja de passar.”
Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não
têm sexo Visto que lhes cumpre progredir em tudo, cada sexo, como
cada posição social, lhes proporciona provações
e deveres especiais e, com isso, ensejo de ganharem experiência.
Aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem
os homens.
3 – Podemos voltar nesse planeta, em
um mais adiantado ou menos adiantado, tudo dependerá da posição
espiritual que nos encontramos e da vontade daqueles que nos orientam
na caminhada rumo a Luz Infinita
178. Podem os Espíritos encarnar em
um mundo relativamente inferior a outro
onde já viveram?
“Sim, quando em missão, com o objetivo de auxiliarem o
progresso, caso em que aceitam alegres as tribulações
de tal existência, por lhes proporcionar meio de se adiantarem.”
a) - Mas, não pode dar-se também por expiação?
Não pode Deus degredar para mundos inferiores Espíritos
rebeldes?
“Os Espíritos podem conservar-se estacionários,
mas não retrogradam. Em caso de estacionamento, a punição
deles consiste em não avançarem, em recomeçarem,
no meio conveniente à sua natureza, as existências mal
empregadas.”
Allan
Kardec – Livro dos Espíritos
4 – Os erros e acertos que cometemos
nos acompanham após a morte, contribuindo para melhores opções
de crescimento futuro ou obrigando-nos a voltar a Terra para acertar
os compromissos assumidos.
5 – O espírito não regride
no seu adiantamento espiritual, o que pode acontecer é a aquisição
de maiores compromissos com a justiça divina e com outros espíritos
que tenha prejudicado. Nesses casos ele terá que voltar quantas
vezes forem necessárias para resgatar seus erros e auxiliar aqueles
que prejudicou.
“Os Espíritos podem conservar-se
estacionários, mas não retrogradam. Em caso de estacionamento,
a punição deles consiste em não avançarem,
em recomeçarem, no meio conveniente à sua natureza, as
existências mal empregadas.”
Allan
Kardec – Livro dos Espíritos
Todo conhecimento pode ser utilizado para o
crescimento ou para a deteriorização, muitos ficam imaginando
que serão carregados pela ondas do crescimento global, já
que é a vontade do Pai que todos evoluam. Se você está
nesse grupo aconselho a sair da inércia espiritual porque a única
onda que vai arrasta-lo será a do crescimento pela DOR!
Allan Kardec fala sobre os espíritos
que acham que podem adiar seus compromisssos para novas existências:
195. A possibilidade de se melhorarem noutra existência não
será de molde a fazer que certas pessoas perseverem no mau caminho,
dominadas pela idéia de que poderão corrigir-se mais tarde?
“Aquele que assim pensa em nada crê e a idéia de
um castigo eterno não o refrearia mais do que qualquer outra,
porque sua razão a repele, e semelhante idéia induz à
incredulidade a respeito de tudo. Se unicamente meios racionais se tivessem
empregado para guiar os homens, não haveria tantos cépticos.
De fato, um Espírito imperfeito poderá, durante a vida
corporal, pensar como dizes; mas, liberto que se veja da matéria,
pensará de outro modo, pois logo verificará
que fez cálculo errado e, então, sentimento oposto a esse
trará ele para a sua nova existência. É assim que
se efetua o progresso e essa a razão por que, na Terra os homens
são desigualmente adiantados. Uns já dispõe de
experiência que a outros falta, mas que adquirirão pouco
a pouco. Deles depende o acelerar-se-lhes o progresso ou retardar-se
indefinidamente.”
A reencarnação de um espírito
é um processo muito complexo, que exige a participação
de vários espíritos, muitos deles com razoável
evolução espiritual. Existem equipes espirituais que são
especializadas neste procedimento e são responsáveis pela
maior parte das reencarnações que ocorrem na Terra. Eles
são chamados de Construtores por André Luiz no livro Missionários
da Luz.
Não foi um pequeno descuido o responsável
pela gravidez, na verdade a “tendência” para a aproximação
entre mãe e filho estava próxima e o casal simplesmente
permitiu a continuidade do processo que se iniciou bem antes da fecundação
do óvulo.
Se não houver a aproximação
do espírito reencarnante, o concurso dos espíritos construtores
e autorização da espiritualidade superior então
não ocorrerá a gravidez. Não existe a possibilidade
de uma mulher ficar grávida sem a devida autorização
espiritual.
Em linhas gerais podemos identificar dois tipos
básicos de reencarnação: A Compulsória e
a Voluntária.
.
Reencarnação Compulsória
Esta se aplica aos espíritos pouco evoluídos,
revoltados ou malignos.
Os menos evoluídos não tem muita
consciência após a morte do corpo físico, quando
ficam estacionados no plano astral, por esse motivo não conseguem
alcançar os locais do astral onde poderiam estudar e se preparar
para a nova encarnação.
Geralmente entram em sono profundo e reencarnam,
e assim será até que atinjam um nível superior
de consciência espiritual.
No livro Missionários da Luz –
André Luiz e Chico Xavier – o instrutor Alexandre fala
sobre esse assunto ao chamar a atenção de um espírito
que está prestes a reencarnar:
“Restaure a sua fé, regenere a esperança,
porque você não pode entrar na corrente material à
maneira dos nossos irmãos ignorantes e infelizes, que reclamam
quase absoluto estado de inconsciência para penetrarem, de novo
o santuário maternal.”
Os espíritos revoltados podem ser levados
a encarnações compulsórias caso os espíritos
superiores não vejam outra opção, nada mais pode
ser feito para reverter o estado de descontrole em que ele se encontra.
Entre os que se encontram nesse grupo podemos citar aqueles que não
conseguem perdoar e transformam a vingança no seu único
objetivo.
Somente após várias tentativas
frustradas de auxilio e vendo que nada pode ser feito em seu favor é
que os espíritos superiores tomam essa decisão. O espírito
acaba sendo encarcerado na carne, pois na maioria das vezes as provas
e dificuldades que ele passará não são muito agradáveis,
já que a vingança ou o ódio o impediram de alcançar
o equilíbrio necessário para formação de
um corpo normal.
No livro Missionários da Luz temos a
explicação do instrutor Alexandre:
– Existem, então – perguntei sob forte interesse
–, aqueles que reencarnam inconsciente do ato que realizam?
– Certamente – respondeu ele, solicito –, assim
também como desencarnam diariamente na Crosta milhares de pessoas
sem a menor noção do ato que experimentam. Somente as
almas educadas têm compreensão real da verdadeira situação
que se lhes apresenta em frente da morte do corpo. Do mesmo modo,
aqui. A
maioria dos que retomam a existência corporal na esfera do Globo
é magnetizada pelos benfeitores espirituais, que lhes organizam
novas tarefas redentoras, e quantos recebem semelhante auxílio
são conduzidos ao templo maternal de carne como crianças
adormecidas.O trabalho inicial, que a rigor lhes compete na organização
do feto, passa a ser executado pela mente materna e pelos amigos que
os ajudam de nosso plano. São inúmeros os que regressam
à Crosta nessas condições, reconduzidos por autoridades
superiores de nossa esfera de ação, em vista das necessidades
de certas almas encarnadas, de certos lares e determinados agrupamentos.
A primeira vista pode parecer um absurdo a
encarnação compulsória, aparentando até
ferir o livre arbítrio, contudo, isso só acontece com
os que ainda estão engatinhando na caminhada espiritual.
Nas primeiras fases de aprendizado o estudante
não tem opção, ele faz o que mandam, não
tem direito a escolher quase nada, pois tudo que aprende é básico
e se ele não aprender direito não poderá freqüentar
os próximos níveis.
Conforme ele vai crescendo, evoluindo em discernimento,
conhecimento e maturidade, torna-se capaz de decidir o que é
melhor para si, escolhendo até a profissão que deseja
seguir.
As encarnações compulsórias
não tem um planejamento muito extenso, já que o motivo
principal da volta do espírito é pessoal, tendo como objetivo
principal a reconciliação com outros espíritos
ou expurgo de energias tóxicas existentes em seu corpo astral.
Novamente temos uma passagem do livro Missionários
da Luz onde o instrutor espiritual comenta o assunto.
– Não poderíamos, porém – indaguei
–, intitular semelhante
prova de – “destino fixado”?
O instrutor aduziu com paciência:
– Não incida no erro de muita gente. Isto implicaria
obrigatoriedade
de conduta espiritual. Naturalmente, a criatura renasce com independência
relativa e, por vezes, subordinada a certas condições
mais ásperas, em virtude das finalidades educativas, mas semelhante
imperativo não suprime, em caso algum, o impulso livre da alma,
no sentido de elevação, estacionamento ou queda em situações
mais baixas. Existe um programa de tarefas edificantes a serem cumpridas
por aquele que reencarna, onde os dirigentes da alma fixam a cota
aproximada de valores eternos que o reencarnante é suscetível
de adquirir na existência transitória. E o Espírito
que torna à esfera de carne pode melhorar essa cota de valores,
ultrapassando a previsão superior, pelo esforço próprio
intensivo, ou distanciar-se dela, enterrando-se ainda mais nos débitos
para com o próximo, menosprezando as santas oportunidades que
lhe foram conferidas.
Algumas vezes um espírito superior encarna
e se compromete a auxiliar um ou mais espíritos que compulsoriamente
voltarão a Terra, esses missionários realizam esses atos
de renuncia para estimular a evolução desses espíritos.
No livro Libertação de André Luiz e Chico Xavier
temos um exemplo:
Em breves anos, voltarei também ao círculo
de lutas em que te debates.
– Tu? – gritou Margarida, apalermada, ante a perspectiva
de renascimento carnal para o ser iluminado que se mantinha à
nossa
vista – porque te seria imposta semelhante pena?
– Não te guardes em tamanha incompreensão da lei
do trabalho – ajuntou a mensageira, sorrindo –; a reencarnação
nem sempre é simples processo regenerativo, embora, na maioria
das vezes, constitua recurso corretivo de Espíritos renitentes
na desordem e no crime. A Crosta da Terra é comparável
a imenso mar onde a alma operosa encontra valores eternos aceitando
os imperativos de serviço que a Bondade Divina nos oferece. Além
disso, todos temos doces laços do coração, que
se demoram, por muitos séculos, retidos ao fundo do abismo. É
indispensável buscar as pérolas perdidas para que o paraíso
não permaneça vazio de beleza ao nosso olhar. Depois de
Deus, o amor é a força gloriosa que alimenta a vida e
move os mundos.
No livro Ação e Reação
(André Luiz e Chico Xavier) temos mais informações
sobre a reencarnação de espíritos ainda ignorantes
da lei do amor universal.
Para que me faça compreendido, convém
esclarecer que, se existem reencarnações ligadas aos planos
superiores, temos aquelas que se enraízam diretamente nos planos
inferiores. Se a penitenciária vigora entre os homens, em função
da criminalidade corrente no mundo, o inferno existe, na Espiritualidade,
em função da culpa nas consciências. E assim como
já podemos contar na esfera carnal com uma justiça sinceramente
interessada em auxiliar os delinqüentes na recuperação,
através do livramento condicional e das prisões-escola,
organizadas pelas próprias autoridades que dirigem os tribunais
humanos em nome das leis, aqui também os representantes do Amor
Divino podem mobilizar recursos de misericórdia, beneficiando
Espíritos devedores, desde que se mostrem dignos do socorro que
lhes abrevie o resgate e a regeneração.
- Quer dizer - exclamei - que, em boa lógica terrena, e utilizando-me
de uma linguagem de que usaria um homem na experiência física,
há reencarnações em perfeita conexão com
os planos infernais...
- Sim. Como não? Valem como preciosas oportunidades de libertação
dos
círculos tenebrosos. E como tais renascimentos na carne não
possuem senão características de trabalho expiatório,
em muitas ocasiões são empreendimentos planejados e executados
daqui mesmo, por benfeitores credenciados para agir e ajudar em nome
do Senhor.
Reencarnação
Voluntária
Não se enganem achando que aqueles que
se encontram nesse grupo são espíritos superiores, aliás,
muito pelo contrário, espíritos superiores formam uma
subdivisão desta, eles são voluntários/missionários,
podendo até voltar para aprimorar alguma característica
pessoal, mas sempre são responsáveis por alavancar o crescimento
de um grupo, seja ele na arte, filolsofia, religião, ciência,
etc..
Jesus, o mais perfeito espírito que
já pisou na Terra, marcou a humanidade com a sua vinda, deixando
através do Evangelho o caminho para aqueles que desejam se libertar
do ciclo de Causa e Efeito, nosso querido Mestre é o exemplo
de uma encarnação totalmente missionária.
Acredito, e isso é uma opinião
própria, que os espíritos que entram no grupo que encarna
voluntariamente são os que compreendem o estado em que se encontram,
sabem dos erros cometidos no passado e entendem a necessidade de ajuste
com a Lei da Harmonia Cósmica. A maioria também tem idéia
de suas imperfeições morais e espirituais, e por isso
tem algum conhecimento das provas e necessidades individuais para evoluir.
Nesse grupo os espíritos podem opinar
sobre tendências, restrições, dificuldades e provas
da sua próxima encarnação, mas isso vai variar
de acordo com duas variáveis básicas: Evolução
e Merecimento.
Quem tem pouca evolução não
pode opinar muito e as requisições são restritas,
eles estão subordinados as diretivas estabelecidas pelos mentores
espirituais responsáveis pela reencarnação.
O merecimento é um tópico interessante,
pois muitos podem achar que significa nascer milionário e curtir
a vida em uma mansão ou ganhar na loteria. O merecimento está
mais ligado a permissão para solicitar um desafio ou adquirir
a oportunidade de dar um salto na própria evolução,
ou seja, merecimento é uma moeda de troca para oportunidades
de conquistar tesouros espirituais.
Alguns exemplos do que o merecimento adquirido
na última encarnação ou durante a erraticidade
(período após a desencarnação) podem permitir
• Mediunidade - Esse é talvez
um dos melhores exemplos. O merecimento do espírito e a confiança
dos mentores permitem que as faculdades mediúnicas sejam induzidas
no espírito reencarnante, já que ele não tem evolução
espiritual suficiente para obttê-la de forma natural.
Se o espírito reencarnante tiver sucesso ele dará um salto
espiritual, pois harmonizará a faculdade induzida e terá
auxiliado muitas pessoas, resgatando através da caridade dividas
cármicas adquiridas em vidas anteriores.
• Permissão para reencarnar junto
aos espíritos que são queridos. Na grande maioria das
vezes os “espíritos queridos” passarão por
grandes provações e por isso o espírito amigo intercede
junto a espiritualidade superior para encarnar como mãe, pai,
irmão, etc, e fazer o possível para evitar que a oportunidade
que foi dada se perca. São almas bondosas e sublimes, que geralmente
desencarnam prematuramente, assim que acabam de passar as informações
ou ensinamentos ao grupo que pediu para ajudar.
• Pode-se solicitar que uma doença
ou uma deficiência física, como por exemplo, atrofia das
mãos ao nascer ou durante a vida. Esse pedido pode ser para ajuste
de alguma culpa do passado ou a conquista de algum atributo divino que
o espírito deseja exercitar (espíritos mais evoluídos).
No livro Perguntas e Respostas Sobre a Vida (Narcí Castro de
Souza) temos uma passagem que comenta esse assunto:
... a maioria das vezes, é sim, uma conseqüência
do mau uso da liberdade que pode gerar uma deformação
no corpo, outras vezes, pode ser a opção do espírito
para aprimorar uma qualidade que quer fazer eclodir de forma rápida,
como a erradicação do orgulho e vaidade excessivos que
o caracterizou em vida pregressa.
Em relação à conseqüência do mau uso
da liberdade, incluímos o suicídio que lesa, além
do corpo físico, o corpo astral e priva o espírito da
intervenção de médicos da espiritualidade no sentido
de refazer o órgão que foi danificado através desse
delito. O remorso resultante de uma ação que trouxe grande
prejuízo a outrem pode também influenciar na deformação
da parte do corpo que cometeu esse ato.
Podemos então perceber que quando a deformidade é uma
solicitação do espírito para seu auto-aprimoramento,
entram em ação os engenheiros genéticos e, que
nos outros casos, os traumas lesivos de ordem física ou moral
são os responsáveis por essas ocorrências.
• Encarnação em Mundos
mais evoluídos. Allan Kardec explica o assunto no livro dos espíritos
184. Tem o Espírito a faculdade de escolher
o mundo onde passe a habitar?
“Nem sempre. Pode pedir que lhe seja permitido ir para este ou
aquele e pode obtêlo, se o merecer, porquanto a acessibilidade
dos mundos, para os Espíritos, depende do grau da elevação
destes.”
O que podemos concluir sobre o processo encarnatório
voluntário é que a preparação da reencarnação
está diretamente ligada a evolução do espírito
e sua tarefa. As encarnações de Jesus, Francisco de Assis,
Mahatma Gandhi e dos grandes luminares necessitaram de extenso planejamento,
além da participação de outros espíritos,
que também encarnaram para auxiliar na missão (discípulos,
amigos, auxiliares, etc).
A encarnação de um médium
também exige planejamento, quanto maior a tarefa do medianeiro
maior o grupo envolvido e maior deve ser a preparação.
Em alguns casos podemos ter até a encarnação de
outros espíritos que o auxiliarão.
Espíritos muito evoluídos realizam
o processo de ligação com o ventre materno sem necessitar
do auxilio das equipes reencarnacionistas, o mesmo acontece quando desencarnam,
eles não perdem a consciência durante os dois processos.
A grande maioria dos espíritos fica em estado semi-consciente
ou inconsciente durante a encarnação e desencarnação,
o instrutor espiritual fala sobre esse assunto no livro Missionários
da Luz:
Há companheiros de grande elevação
que, ao voltarem à esfera mais densa em apostolado de serviço
e iluminação, quase dispensam o nosso concurso
Retiramos o trecho abaixo do livro Obreiros
da Vida Eterna, onde o instrutor fala sobre a reencarnação
de espíritos muito evoluídos.
Pertence Asclépios a comunidades redimidas
do Plano dos imortais, nas regiões mais elevadas da zona espiritual
da Terra.
Vive muito acima de nossas noções de forma, em condições
inapreciáveis
à nossa atual conceituação da vida. Já perdeu
todo contacto direto com a Crosta Terrestre e só poderia fazer-se
sentir, por lá, através de enviados e missionários
de grande poder ..
Asclépios, todavia, não mais reencarnará na Crosta?
O instrutor gesticulou, significativamente, e esclareceu:
– Poderá reencarnar em missão de grande benemerência,
se quiser, mas a intervalos de cinco a oito séculos entre as
reencarnações.
Processo Reencarnatório
Como foi dito por um instrutor espiritual no
livro Missionários da Luz, nenhum processo reencarnatório
é igual ao outro, muitas variáveis influenciam na forma
como é conduzida a ligação do espírito com
sua mãe..
Os processos de reencarnação,
tanto quanto os da morte física, diferem ao infinito, não
existindo, segundo cremos, dois absolutamente iguais. As facilidades
e obstáculos estão subordinados a fatores numerosos, muitas
vezes relativos ao estado consciencial dos próprios interessados
no regresso à Crosta ou na libertação dos veículos
carnais. Há companheiros de grande elevação que,
ao voltarem à esfera mais densa em apostolado de serviço
e iluminação, quase dispensam o nosso concurso. Outros
irmãos nossos, contudo, procedentes de zonas inferiores, necessitam
de cooperação muito mais complexa que a exercida no caso
de Segismundo.
Missionários
da Luz – Chico Xavier
É muito importante entender que nenhuma
encarnação ocorre sem planejamento da espiritualidade.
O esforço gasto na preparação varia de acordo com
as complexidade e dificuldade da tarefa. No livro Missionários
da Luz o amigo André Luiz fala sobre a preparação
para a reencarnação:
Ponderei, então, no concurso enorme que
todos recebemos ao regressar ao círculo carnal. Aqueles devotados
benfeitores auxiliavam Segismundo, desde o primeiro dia, e, ainda ali,
diante do possível recuo do interessado, eles mesmos se mostravam
dispostos a consolar-lhe todas as tristezas, levantando-lhe o ânimo
para o êxito final
....
– A reencarnação de Segismundo obedece às
diretrizes mais comuns. Traduz expressão simbólica da
maioria dos fatos dessa natureza, porquanto o nosso irmão pertence
à enorme classe média dos Espíritos que habitam
a Crosta, nem altamente bons, nem conscientemente maus. Acresce notar,
todavia, que a volta de certas entidades das regiões mais baixas
ocasiona laboriosos e pacientes esforços dos trabalhadores de
nosso plano. Semelhantes seres obrigam-nos a processos de serviço
que você gastará ainda muito tempo para compreender.
Também no livro Entre o Céu e
a Terra temos informações sobre as diferentes formas de
reencarnar:
O renascimento na carne funciona em condições
idênticas para todos, contudo, à medida que se nos desenvolvem
o conhecimento e o amor, conseguimos colaborar em todos os serviços
do aperfeiçoamento moral em nossas recapitulações.
A alma, como a planta, pode ressurgir em qualquer trato de solo, mas
não seria justo relegar sementes selecionadas a terrenos incultos.
A reencarnação, por si, tanto quanto ocorre nos reinos
inferiores à evolução humana, obedece a princípios
embriogênicos automáticos, com bases na sintonia magnética;
contudo, em se tratando de criaturas com alguns passos à frente
da multidão comum, é possível ajustar providências
que favoreçam a execução da tarefa a cumprir.
Os espíritos que já tem alguma
evolução sabem que vão reencarnar, compreendem
a gravidade do assunto e por isso fazem o possível para se preparar.
Já os espíritos pouco evoluídos ou revoltados geralmente
entram em sono profundo e exigem grandes esforços das equipes
reencarnacionistas.
É comum que o espírito que vai
reencarnar seja aproximado da futura mãe antes de ocorrer a ligação
final, freqüentando seu futuro lar e entrando em contato com os
pais ele vai semeando os futuros laços de confiança e
amor, que perdurarão por toda a vida.
Os pais também são informados
e/ou consultados sobre o novo filho que receberão. Os casais
que não tem compromisso com o espírito reencarnante podem
rejeitar o pedido, mas isso geralmente não ocorre. É por
esse motivo que muitas mães e pais não sabem explicar
porque mas sentem que em breve receberão “uma grata”
surpresa.
Após o envolvimento dos participantes
da nova “trama”, o espírito reencarnante entra em
um processo de desligamento das energias astrais para que possa novamente
mergulhar no mundo físico, é um processo desgastante,
que culmina com a ajuda de técnicos espirituais, diminuindo a
forma espiritual para que ele se ligue magneticamente à mãe.
O trecho abaixo foi retirado do livro Missionários da Luz:
Desde muito, e, particularmente, desde a semana
passada,está em processo de ligação fluídica
direta com os futuros pais. Herculano está encarregado de ajudá-lo
nesse trabalho. À medida que se intensifica semelhante aproximação,
ele vai perdendo os pontos de contacto com os veículos que consolidou
em nossa esfera, através da assimilação dos elementos
de nosso plano. Semelhante operação é necessária
para que o organismo perispiritual possa retomar a plasticidade que
lhe é característica e, no estágio em que ele se
encontra, o serviço impõe-lhe sofrimentos.
O trecho abaixo, retirado do livro Missionários
da Luz, mostra o processo final de ligação do espírito
reencarnante com a mãe.
Surpreendido, reconheci que, ao influxo magnético
de Alexandre e dos
Construtores Espirituais, a forma perispiritual de Segismundo tornava-se
reduzida.
A operação não foi curta, nem simples. Identificava
o esforço geral para que se efetuasse a redução
necessária.
Segismundo parecia cada vez menos consciente. Não nos fixava
com a mesma lucidez e suas respostas às nossas perguntas afetuosas
não se revelavam completas.
Por fim, com grande assombro meu, verifiquei que a forma de nosso amigo
assemelhava-se à de uma criança.
....
Foi então, ó divino mistério da Criação
Infinita de Deus, que a vi apertar a “forma infantil” de
Segismundo de encontro ao coração, mas tão fortemente,
tão amorosamente, que me pareceu uma sacerdotisa do Poder da
Divindade Suprema. Segismundo ligara-se a ela como a flor se une à
haste. Então compreendi que, desde aquele momento, era alma de
sua alma aquele que seria carne de sua carne.
....
Observando que a forma de Segismundo se ligara a ela, por divino processo
de união magnética, recebi a determinação
do meu orientador para seguir-lhe, de perto, o trabalho de auxílio
na ligação definitiva de Segismundo à matéria.
...
O meu orientador, absolutamente entregue ao seu trabalho, tocou a pequenina
forma com a destra, mantendo-se no serviço de divisão
da cromatina, cujas particularidades são ainda inacessíveis
à minha compreensão, conservando a atitude do cirurgião
seguro de si, na técnica operatória. Em seguida, Alexandre
ajustou a forma reduzida de Segismundo, que se interpenetrava com o
organismo perispirítico de Raquel, sobre aquele microscópico
globo de luz, impregnado de vida, e observei que essa vida latente começou
a movimentar-se. Havia decorrido precisamente um quarto de hora, a contar
do instante em que o elemento ativo ganhara o núcleo do óvulo
passivo
Na passagem acima foi mostrado pelo instrutor
espiritual o momento em que o espírito se liga ao óvulo,
faltando ainda a fecundação, que ocorre algum tempo depois.
Em outra passagem temos mais informações
de um dos espíritos responsáveis pela equipe reencarnacionista.
Quando Raquel aceitou a tarefa maternal, fê-lo
com decisão e obediência construtiva: Ela recebeu Segismundo
em seu organismo perispiritual e, mobilizando os poderes naturais de
sua mente, situou-lhe o molde vivo na esfera uterina, com a mesma espontaneidade
de outros processos orgânicos, superintendidos pela atividade
mecânica subconsciente, cujo automatismo traduz a conquista de
experiências multimilenárias da alma reencarnada. Para
os círculos da mulher é tão fácil a ambientação
das forças criativas, como é natural para o homem a manutenção
da atitude patriarcal e protetora, enquanto perdura a existência
dos laços paternais.
No caso relatado no livro Missionários
da Luz o instrutor espiritual Alexandre visualiza o elemento masculino
mais apto para a fecundação e o auxilia no caminho percorrido.
Sobre a interferência espiritual no momento da fecundação
do óvulo o mesmo instrutor comenta:
– Quanto às suas observações
alusivas à colaboração de Alexandre na escolha
do elemento masculino de fecundação, cumpre-me acentuar
que não podemos contar em todos os casos com esse concurso, que
depende do setor de merecimento. Entretanto, quando o fator magnético
não procede de cooperação elevada dessa ordem,
devemos considerar que ele prevalece do mesmo modo, compreendendo-se
que a esfera passiva está igualmente
impregnada de energias da atração. Se o elemento masculino
da fecundação está repleto de força positiva,
o óvulo feminino está cheio de força receptiva.
E se esse óvulo está imantado de energias desequilibrantes,
naturalmente exercerá especial atração sobre o
elemento que se aproxime da sua natureza intrínseca. Em vista
disso, meu amigo, a célula masculina que atinge o óvulo
em primeiro lugar, para fecundá-lo, não é a mais
apta em sentido de
“superioridade”, mas em sentido de “sintonia magnética”,
em todos os casos de fecundação para o mundo das formas.
Esta é a lei, pela qual os geneticistas do Globo são muitas
vezes surpreendidos em suas observações, em face das mudanças
inesperadas na estrutura de vários tipos, dentro das mesmas espécies.
As células possuem também o seu “individualismo
magnético” algo independente, no campo das manifestações
vitais.
No livro Entre o Céu e a Terra o instrutor
Clarencio comenta um exemplo de reencarnação onde não
houve interferência espiritual para fecundação.
A reencarnação no caso de Júlio
não reclama de nossa esfera cuidados especiais. É uma
descida experimental ao campo da matéria densa, com interesse
tão somente para ele mesmo e para os familiares que o cercam.
Todavia, se a existência do filho de Amaro estivesse destinada,
no momento, a influenciar a comunidade, se ele fosse detentor de méritos
indiscutíveis, com responsabilidades justas nos caminhos alheios,
o problema seria efetivamente
outro. Forças de ordem superior seriam fatalmente mobilizadas
para a interferência nos cromossomos, garantindo-se o embrião
do veículo físico de
maneira adequada à missão que lhe coubesse...
— E se o reencarnante fosse um homem de larga intelectualidade?
—
inquiriu Hilário, estudioso.
— Merecer-nos-ia cautelosa atenção na estrutura
cerebral, para que lhe
não faltasse um instrumento à altura de seus deveres na
materialização do
pensamento.
— E se fosse um médico? um grande cirurgião por
exemplo? — perguntei
por minha vez.
— Receberia assistência aprimorada na formação
do sistema nervoso,
assegurando-se-lhe pleno domínio das emoções.
Porque não mais indagássemos especificamente, o instrutor
continuou:
— Contudo, em milhares de renascimentos, na Terra, os princípios
embriogênicos funcionam, automáticos, cada dia. A lei de
causa e efeito executa-se sem necessidade de fiscalização
da nossa parte. Na reencarnação,
basta o magnetismo dos pais, aliado ao forte desejo daquele que regressa
ao
campo das formas físicas. De retorno ao corpo físico,
estamos invariàvelmente
animados de um propósito firme... seja o anseio de alijar a dor
que nos
atormenta, a aspiração de conquistas espirituais que nos
facilitem o acesso à
Vida Superior, o voto de recapitular serviços mal feitos ou o
ideal de realizar
grandes tarefas de amor entre aqueles a quem nos afeiçoamos no
mundo. De
modo geral, a maioria das almas que reencarnam satisfazem à fome
inquietante de recomeço
No livro Perguntas e Respostas Sobre a Vida
(Narci Castro de Souza) o instrutor espiritual responde uma pergunta
sobre o momento que ocorre a ligação do espírito
com o óvulo:
Pouco antes da fecundação o espírito
reencarnante é trazido para junto dos pais e é ligado
vibratoriamente ao óvulo que assim imantado por ele, atrairá
o espermatozóide cujas características genéticas
se harmonizam com as necessidades do espírito. Esta ligação
é realizada por um espírito de ordem superior que supervisiona
o processo da reencarnação – respondeu o mentor.
As equipes espirituais responsáveis
pela reencarnação de espíritos não participam
do ato sexual entre cônjuges, eles começam a trabalhar
depois de algum tempo, preservando a intimidade do casal, contudo, isso
só ocorre em lares dignos, o instrutor espiritual comenta esse
assunto no livro Missionários da Luz.
– Não é necessária
a nossa presença ao ato de união celular.
Semelhantes momentos do tálamo conjugal são sublimes e
invioláveis
nos lares em bases retas. Você sabe que a fecundação
do óvulo materno somente se verifica algumas horas depois da
união genesíaca. O elemento masculino deve fazer extensa
viagem, antes de atingir o seu objetivo.
...
– Com relação às uniões sexuais, de
acordo com o seu parecer, todas elas são invioláveis?
– Isto não – aduziu o instrutor, atencioso –,
você não deve esquecer que aludi aos “lares em bases
retas”. Todos os encarnados que edificam o ninho conjugal, sobre
a retidão, conquistam a presença de testemunhas respeitosas,
que lhes garantem a privacidade dos atos mais íntimos, consolidando-lhes
as fronteiras vibratórias e defendendo-as contra as forças
menos dignas, tomando
por base de seus trabalhos, os pensamentos elevados que encontram
no ambiente doméstico dos amigos; não ocorre o mesmo,
entretanto, nas moradias, cujos proprietários escolhem baixas
testemunhas espirituais, buscando-as em zonas inferiores. A esposa infiel
aos princípios nobres da vida em comum e o esposo que põe
sua casa em ligação com o meretrício não
devem esperar que seus atos afetivos permaneçam coroados de veneração
e santidade.
Suas relações mais íntimas são objeto de
participação das desvairadas testemunhas que escolheram.
Tornam-se vítimas inconscientes de grupos perversos, que lhes
partilham as emoções de natureza fisiológica, induzindo-as
a mais dolorosa viciação.
Ainda que esses cônjuges infelizes estejam temporariamente catalogados
no pináculo das posições sociais humanas, não
poderão trair a miserável condição interior,
sequiosos que vivem de prazeres criminosos, dominados de estranha e
incoercível volúpia.
O auxilio espiritual para a reencarnação
ocorre em qualquer caso, inclusive nos ambientes familiares mais conturbados,
todos, sem exceção, são protegidos durante a gravidez
e nos primeiros anos de vida, mas a intercessão da espiritualidade
está condicionada ao merecimento e evolução de
cada um.
Mais uma vez recorremos a uma passagem do
livro Missionário da Luz, onde o instrutor espiritual explica
com detalhes o assunto.
– O auxílio que vemos atingirá,
porventura, a todos? Aqui nos encontramos num lar em bases retas, segundo
sua própria afirmação.
Mas... Se nos achássemos numa casa típica de deboche carnal?
E se fôssemos aqui defrontados por paixões criminosas e
desvarios desequilibrantes?
O instrutor meditou gravemente e redargüiu:
– André, o diamante perdido no lodo, por algum tempo, não
deixa de ser diamante. Assim, também, a paternidade e a maternidade,
em si mesmas, são sempre divinas. Em todo lugar desenvolve-se
o auxilio da esfera superior, desde que se encontre em jogo o trabalho
da Vontade de Deus. Entretanto, devemos considerar que, em tais circunstâncias,
as atividades de auxilio são verdadeiramente sacrificiais. As
vibrações contraditórias e subversivas das
paixões desvairadas da alma em desequilíbrio comprometem
os nossos melhores esforços e, muitas vezes, nessas paisagens
de irresponsabilidade e viciação, para ajudar, em obediência
ao nosso ministério, devemos, antes de tudo, lutar contra entidades
monstruosas, dominadoras dos círculos de vida dos homens e das
mulheres que, imprevidentemente, escolhem o perigoso caminho da perturbação
emocional, onde tais entidades ignorantes e desequilibradas transitam.
Nesses casos, nem sempre a nossa colaboração
pode ser perfeita, porquanto são os próprios pais que,
menosprezando
a grandeza do mandato que lhes foi confiado, abrem as portas de suas
potências sagradas aos impiedosos monstros da sombra que lhes
perseguem os filhos nascituros. Certas almas heróicas escolhem
semelhante entrada na existência carnal, a fim de se fortalecerem
nas resistências supremas contra o mal, desde os primeiros dias
de serviço uterino. Entretanto, devemos considerar que é
preciso ser suficientemente forte na fé e na coragem para
não sucumbir. Nos renascimentos dessa espécie, o maior
número de criaturas, porém, cumpre o programa salutar
das provações retificadoras. Muitas fracassam; todavia,
há sempre grande quantidade das que retiram os melhores lucros
espirituais no setor da experiência para a vida eterna.
Cada um deve refletir sobre esse tópico
para entender como é importante dar o devido valor a vida e as
oportunidades que temos de crescer durante nossa encarnação.
A reencarnação é o fruto
de um extenso trabalho da espiritualidade superior e não deve
ser menosprezado, pois ninguém está aqui por acaso, passeando.
Ao se defrontar com as dores da vida busque
dilatar sua visão, buscando antes de mais nada curar as Chagas
da Alma.
É importante entender ao final deste
tópico que o homem não tem o direito de acabar com uma
vida, seja a dele ou de outros, sejam espíritos brutos e revoltados
ou pequenos anjos que buscam a Terra para se redimir, a vida física
é expressão da vontade do Criador e somente ele tem o
direito de extingui-la.
Aqueles que transgredirem essa lei certamente
se arrependerão, pois terão que acertar contas com a justiça
divina, não existindo muitos atenuantes para esses casos.
O suicídio e o aborto são as
expressões mais agressivas do desrespeito a vida e ao amor do
Criador, e por isso mesmo são tratadas como transgressões
sérissimas no plano espiritual. Os “delinqüentes”
não têm direito a regalias, mesmo após serem resgatados
por equipes espirituais, seu único objetivo durante a erraticidade
(período que o espírito fica no astral) é se preparar
para a(s) próxima(s) encarnação(ões) , onde
terá obrigatoriamente que quitar as dividas adquiridas pelo ato
delitoso.
Falaremos mais sobre o aborto neste artigo
e futuramente escreveremos sobre o suicídio.
Reencarnações Interrompidas na
Infância
Existem caso de espíritos que desancarnam
muito cedo, deixando desolados pais e mães, que não entendem
como Deus pode levar embora alguém tão querido e amado.
Antes de abordar o tema devemos lembrar que
não existe injustiça ou castigo, somente amor, misericórdia
e aprendizado. Sempre existe uma outra forma de olhar os acontecimentos,
é uma pena que quase nunca conseguimos ser imparciais e compreensivos.
Existem três linhas básicas para
explicar a morte prematura:
- Um espírito evoluído que vem
com um objetivo específico, é o caso menos comum.
- Um espírito em evolução
que vem resgatar erros e compromissos assumidos no pretérito.
- Um espírito revoltado, esse é
internado na carne e vive para expurgar as cargas tóxicas aderidas
ao seu corpo astral.
Os dois últimos casos são os
mais comuns e dentro deles existem grande quantidade de variações.
Podemos ter por exemplo suicidas, assassinos, homens e mulheres que
realizaram aborto, etc.
Retiramos um trecho do livro Evolução
em Dois Mundos (Chico Xavier) que aborda com profundidade a desencarnação
na infância.
Podemos considerar a desencarnação
da alma, em plena infância, como sendo uma punição
das Leis Divinas, na maioria das vezes?
— Muitas existências são frustradas no berço,
não por simples punição externa da Lei Divina,
mas porque a própria Lei Divina funciona em todos nós,
desde que todos existimos no hausto do Criador.
Freqüentemente, através do suicídio, integralmente
deliberado, ou do próprio desregramento, operamos em nossa alma
desequilíbrios, quais tempestades ocultas, que desencadeamos,
por teimosia, no campo da natureza íntima.
Cargas venenosas, instrumentos perfurantes, projétis fulminatórios,
afogamentos, enforcamentos, quedas calculadas de grande altura e multiformes
viciações com que as criaturas responsáveis arruínam
o próprio corpo ou o aniquilam, impondo-lhe a morte prematura,
com plena desaprovação da consciência, determinam
processos degenerativos e desajustes nos centros essenciais do psicossoma,
notadamente naqueles que governam o córtex encefálico,
as glândulas de secreção interna, a organização
emotiva e o sistema hematopoético.
Ante o impacto da desencarnação provocada, semelhantes
recursos da alma entram em pavoroso colapso, sob traumatismo para o
qual não há termo correlato na diagnose terrestre.
Indescritíveis flagelações, que vão da inconsciência
descontínua à loucura completa, senhoreiam essas mentes
torturadas, por tempo variável, conforme as atenuantes e agravantes
da culpa, induzindo as autoridades superiores a reinterná-las
no plano carnal, quais enfermos graves, em celas físicas de breve
duração, para que se reabilitem, gradativamente, com a
justa cooperação dos Espíritos reencarnados, cujos
débitos com eles se afinem.
Eis por que um golpe suicida no coração, acompanhado pelo
remorso, causará comumente diátese hemorrágica,
com perda considerável da protrombina do sangue, naqueles que
renascem para tratamento de recuperação do corpo espiritual
em distonia; o auto-envenenamento ocasionará, nas mesmas condições,
deploráveis desarmonias nas regiões psicossomáticas
correspondentes à medula vermelha, conturbando o nascimento das
hemácias, tanto em sua evolução intravascular,
dentro dos sinusóides, como também na sua constituição
extravascular, no retículo, gerando as distroftas congênitas
do eritrônio com hemopatias diversas; os afogamentos e enforcamentos,
em identidade de circunstáncias, impõem naqueles que os
provocam os fenômenos da incompatibilidade materno-fetal, em que
os chamados fatores Rh, de modo geral, após a primeira gestação,
permitem que a hemolisina alcance a fronteira placentária, sintonizando-se
com a posição mórbida da entidade reencarnante,
a se externarem na eritroblastose fetal, em suas variadas expressões;
e o voluntário esfacelamento do crânio, a queda procurada
de grande altura e as viciações do sentimento e do raciocínio
estabelecem no veículo espiritual múltiplas ocorrências
de arritmia cerebral, a se revelarem nos doentes renascituros, através
da eclampsia e da tetania dos latentes, da hidrocefalia, da encefalite
letárgica, das encefalopaxias crônicas, da psicose epiléptica,
da idiotia, do mongolismo e de várias morboses oriundas da insuficiência
glandular.
Claro está que não relacionamos nessa sucinta apreciação
os problemas do suicídio associado ao homicídio, os quais,
muita vez, se fazem seguidos, em reencarnação posterior
do infeliz, por lamentáveis reações, com a morte
acidental ou violenta na infância, traduzindo estação
inevitável no ciclo do resgate.
No que tange, porém, às moléstias mencionadas,
surgem todas elas nos mais diferentes períodos, crestando a existência
do veículo físico, via de regra, desde a vida “in
utero” até os dezoito e vinte anos de experiência
recomeçante e, como vemos, são doenças secundárias,
porqüanto a etiologia que lhes é própria reside na
estrutura complexa da própria alma.
Urge ainda considerar que todos os enfermos dessa espécie são
conduzidos a outros enfermos espirituais — os homens e as mulheres
que corromperam os próprios centros genésicos pela delinqüência
emotiva ou pelos crimes reiterados do aborto provocado, em existências
do pretérito próximo, para que, servindo na condição
de atendentes e guardiães de companheiros que também se
conspurcaram perante a Eterna Justiça, se recuperem, a seu turno,
regenerando a si mesmos pelo amoroso devotamento com que lutam e choram,
no amparo aos filhinhos condenados à morte, ou atormentados desde
o berço.
Segundo observamos, portanto, as existências interrompidas, no
alvorecer do corpo denso, raramente constituem balizas terminais de
prova indispensável na senda humana, porque, na maioria dos sucessos
em que se evidenciam, representam cursos rápidos de socorro ou
tratamento do corpo espiritual desequilibrado por nossos próprios
excessos e inconseqüências, compelindo-nos a reconhecer,
com o Apóstolo Paulo (14), que o nosso instrumento de manifestação,
seja onde for, é templo da Força Divina, por intermédio
do qual, associando corpo e alma, nos cabe a obrigação
de aperfeiçoar-nos, aprimorando a vida, na exaltação
constante a Deus.
Anjo da Guarda
Não vos parece grandemente consoladora
a idéia de terdes sempre junto de vós seres que vos são
superiores, prontos sempre a vos aconselhar e amparar, a vos ajudar
na ascensão da abrupta montanha do bem; mais sinceros e dedicados
amigos do que todos os que mais intimamente se vos liguem na Terra?
Eles se acham ao vosso lado por ordem de Deus. Foi
Deus quem aí os colocou e, aí permanecendo por amor de
Deus, desempenham bela, porém penosa missão. Sim, onde
quer que estejais, estarão convosco. Nem nos cárceres,
nem nos hospitais, nem nos lugares de devassidão, nem na solidão,
estais separados desses amigos a quem não podeis ver, mas cujo
brando influxo vossa alma sente, ao mesmo tempo que lhes ouve os ponderados
conselhos.
Allan
Kardec – O Livro dos Espíritos
Perdoe-me, mas ainda sou estudante incipiente da vida espiritual.
Os anjos de guarda estão em nossa esfera?
Clarêncio encarou-me, admirado, e sentenciou:
— Os Espíritos tutelares encontram-se em todas as esferas,
contudo é
indispensável tecer algumas considerações sobre
o assunto, Os anjos da
sublime vigilância, analisados em sua excelsitude divina, seguem-nos
a longa
estrada evolutiva. Desvelam-se por nós, dentro das Leis que
nos regem,
todavia, não podemos esquecer que nos movimentamos todos em
círculos
multidimensionais. A cadeia de ascensão do espírito
vai da intimidade do
abismo à suprema glória celeste.
Entre
o Céu e a Terra – Chico Xavier
Todos aqueles que voltam à querida Terra
possuem amigos na espiritualidade, que fazem o possível para
auxiliar na conquista de valores espirituais, visitam-nos sempre que
podem e intercedem por nossas dificuldades sempre que lhes é
permitido, foram pais, amigos, companheiros, cônjuges, filhos
em outras encarnações e por isso encontram-se diretamente
ligados conosco. Os laços de amor são indestrutíveis,
não se perdem com o esquecimento temporário de uma encarnação.
Os amigos espirituais podem nos auxiliar de
forma direta ou solicitando auxílio a setores especializados
do plano espiritual, cada caso tem sua característica, sendo
sempre o merecimento do beneficiado a variável de maior peso.
Ninguém está sozinho ou abandonado,
podemos ser rejeitados pelos amigos encarnados, mas isso nunca acontecerá
com os que compartilharam conosco histórias que se perdem na
eternidade.
Em qualquer região, convivem conosco
os Espíritos familiares de nossa vida e de nossa luta. Dos seres
mais embrutecidos aos mais sublimados, temos a corrente de amor, cujos
elos podemos simbolizar nas almas que se querem ou que se afinam umas
com as outras, dentro da infinita gradação do progresso.
A família espiritual é uma constelação de
Inteligências, cujos membros estão na Terra e nos Céus.
Aquele que já pode ver mais um pouco auxilia a visão daquele
que ainda se encontra em luta por desvencilhar-se da própria
cegueira. Todos nós, por mais baixo nos revelemos na escala da
evolução, possuímos, não longe de nós,
alguém que nos ama a impelir-nos para a elevação.
Isso podemos verificar nos círculos da matéria mais densa.
Temos constantemente corações que nos devotam estima e
se consagram ao nosso bem.
Entre o Céu e Terra – Chico Xavier
Os espíritos amigos só se afastam
quando o encarnado passa a vibrar em padrão inferior, afundando
nas paixões inferiores, vícios ou no desregramento emocional.
A visita que antes era agradável torna-se penosa devido ao ambiente
hostil que o encarnado cria em sua aura e consequentemente no ambiente
em que vive.
Uma situação similar no plano
terreno é a visita à familiares que são chatos,
briguentos, rabugentos, etc. Não é um ambiente agradável
e por isso acabamos por reduzir as visitas a quantidade mínima
necessária.
Os amigos espirituais não nos abandonam
nessa situação, continuam nos visitando, mas vendo que
nada pode ser feito se afastam, esperando o momento propicio para se
aproximar novamente.
Sempre ressaltamos a importância do
Evangelho Semanal no Lar, a prece sincera e a vivência dos sentimentos
Cristãos no ambiente doméstico, porque assim seremos sempre
visitados por aqueles que nos amam, que se satisfazem em compartilhar
o ambiente de luz dos queridos irmãos. As visitas continuas fortalecem
a égregora do ambiente e afastam do ambiente familiar espíritos
inferiores e energias hostis.
Falamos sobre os amigos espirituais que nos
ajudam sempre que possível, mas realizam esse ato por amor e
caridade, não existindo compromisso.
Em varias religiões temos referência ao anjo da guarda,
que possui em cada uma um nome diferente, entre eles podemos citar:
anjo protetor, protetor espiritual, anjo guardião. Não
estamos preocupados com o rótulo utilizado para chamá-lo
e sim com a função junto ao seu tutelado.
Ele tem um compromisso espiritual com o encarnado, acompanhará
de perto os seus passos e fará o que for permitido para auxilia-lo
no crescimento ESPIRITUAL. Lembre-se que falo sobre crescimento espiritual
e não material como muitos gostam de imaginar.
490. Que se deve entender por anjo de guarda
ou anjo guardião?
“O Espírito protetor, pertencente a uma ordem elevada.”
491. Qual a missão do Espírito protetor?
“A de um pai com relação aos filhos; a de guiar
o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos,
consolá-lo nas suas aflições, levantar-lhe o ânimo
nas provas da vida.”
492. O Espírito protetor se dedica ao indivíduo desde
o seu nascimento?
“Desde o nascimento até a morte e muitas vezes o acompanha
na vida espírita depois da morte, e mesmo através de muitas
existências corpóreas, que mais não são do
que fases curtíssimas da vida do Espírito.”
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos
O protetor espiritual tem que ser um espírito
mais evoluído que o protegido, não podemos imaginar o
caso contrário, não teria lógica, seria similar
ao professor que sabe menos que o aluno sobre o assunto da aula.
Embora o anjo protetor seja um espírito
mais evoluído, isso não significa que atingiu o estado
de perfeição, na maioria dos casos ainda são espíritos
em evolução, sujeitos a falhas.
Geralmente são espíritos muito amigos, unidos por fortes
laços de amor.
O gênio guardião será sempre
um Espírito benfazejo para o protegido, mas é imperioso
anotar que os laços afetivos, em torno de nós, ainda se
encontram em marcha ascendente para mais altos níveis da vida.
Com toda a veneração que lhes devemos, importa reconhecer,
nos Espíritos familiares que nos protegem, grandes e respeitáveis
heróis do bem, mas ainda singularmente distanciados da angelitude
eterna.
Naturalmente, avançam em linhas enobrecidas, em planos elevados,
todavia, ainda sentem inclinações e paixões particulares,
no rumo da
universalização de sentimentos. Por esse motivo, com muita
propriedade, nas
diversas escolas religiosas, escutamos a intuição popular
asseverando: —
«nossos anjos de guarda não combinam entre si», ou,
ainda, «façamos uma
oração aos anjos de guarda», reconhecendo-se, instintivamente,
que os gênios
familiares de nossa intimidade ainda se encontram no campo de afinidades
específicas, e precisam, por vezes, de apelos à natureza
superior para
atenderem a esse ou àquele gênero de serviço.
Entre
o Céu e a Terra – Chico Xavier
507. Pertencem todos os Espíritos protetores à classe
dos Espíritos elevados?
Podem contar-se entre os de classe média? Um pai, por exemplo,
pode tornar-se o Espírito protetor de seu filho?
“Pode, mas a proteção pressupõe certo grau
de elevação e um poder ou uma virtude a mais, concedidos
por Deus. O pai, que protege seu filho, também pode ser assistido
por um Espírito mais elevado.”
....
509. Quando em estado de selvageria ou de inferioridade moral, têm
os homens, igualmente, seus Espíritos protetores? E, assim
sendo, esses Espíritos são de ordem tão elevada
quanto a dos Espíritos protetores de homens muito adiantados?
“Todo homem tem um Espírito que por ele vela, mas as
missões são relativas ao fim que visam. Não dais
a uma criança, que está aprendendo a ler, um professor
de filosofia. O progresso dos Espírito familiar guarda relação
com o do Espírito protegido. Tendo um Espírito que vela
por vós, podeis tornar-vos, a vosso turno, o protetor de outro
que vos seja inferior e os progressos que este realize, com o auxílio
que lhe dispensardes, contribuirão para o vosso adiantamento.
Deus não exige do Espírito mais do que comportem a sua
natureza e o grau de elevação a que já chegou.”
Allan
Kardec – O Livro dos Espíritos
O protetor passará a utilizar parte
do seu tempo para auxilio ao tutelado, ele poderia estudar, aprimorar-se,
contudo, prefere dar a mão aquele que tanto ama, auxiliando-o
no caminho escolhido.
O protetor assume o compromisso de auxiliar
o seu tutelado até o final da sua encarnação, protegendo-o
segundo seu merecimento e inspirando-o sempre que houver receptividade
à sua influência.
Muitas vezes ouvimos uma voz interior, sensata,
que nos inspira a realizar o bem ou evitar o erro, no entanto, a maior
parte das pessoas fecha-se ao conselho ou o ignora. Nesses momentos,
que ouvimos nossos anjos e demônios, é que escolhemos nossas
companhias espirituais, pois decidimos se queremos ouvir aqueles que
querem nosso crescimento espiritual ou os que desejam companhia nos
vales sombrios do astral inferior.
493. É voluntária ou obrigatória
a missão do Espírito protetor?
“O Espírito fica obrigado a vos assistir, uma vez que aceitou
esse encargo. Cabe-lhe, porém, o direito de escolher seres que
lhe sejam simpáticos. Para alguns, é um prazer; para outros,
missão ou dever.”
Allan
Kardec – O Livro dos Espíritos
O período mais intenso de auxilio espiritual
por parte do anjo da guarda vai do inicio da gravidez até os
sete anos de idade, após esse período ele continua presente,
mas suas responsabilidades são atenuadas, conforme o tempo vai
passando o espírito encarnado deve elevar sua freqüência
vibratória para se tornar receptivo ao auxilio de seu protetor
espiritual.
Meus amigos, o nosso Herculano permanecerá
em definitivo junto de Segismundo, na nova experiência, até
que ele atinja os sete anos, após o renascimento, ocasião
em que o processo reencarnacionista estará consolidado. Depois
desse período, a sua tarefa de amigo e orientador será
amenizada, visto que seguirá o nosso irmão em sentido
mais distante. Sei que o devotado companheiro tomará todas as
providências indispensáveis à harmoniosa organização
fetal, seja auxiliando o reencarnante, seja defendendo
o templo maternal contra o assédio de forças menos dignas.
Missionários
da Luz – Chico Xavier
499. O Espírito protetor está constantemente com o
seu protegido? Não haverá alguma circunstância
em que, sem abandoná-lo, ele o perca de vista?
“Há circunstâncias em que não é necessário
esteja o Espírito protetor junto do seu protegido.”
Allan
Kardec – O Livro dos Espíritos
O Anjo da Guarda tem atribuições
diferentes do Guia ou Mentor Espiritual, o primeiro está vinculado
à encarnação e trabalha pelo crescimento espiritual
do seu tutelado, o segundo tem compromisso com tarefas assumidas pelo
espírito antes de reencarnar. É importante lembrar que
o missionário pode atuar em diferentes campos, como por exemplo,
religião, flosofia, arte, ciência, política, etc,
os médiuns não são os únicos que possuem
um mentor ou guia.
Embora os papéis sejam diferentes,
nada impede que o espírito que é o anjo protetor seja
o guia espiritual, contudo, nunca chegou ao meu conhecimento um caso
como esse.
O afastamento do anjo da guarda pode ocorrer
nos seguintes casos:
- Reencarnação
– outro espírito assume seu lugar.
- Novas Responsabilidades
– outro espírito assume seu lugar.
494. O Espírito protetor fica fatalmente
preso à criatura confiada à sua guarda?
“Freqüentemente sucede que alguns Espíritos deixam
suas posições de protetores para desempenhar diversas
missões. Mas, nesse caso, outros os substituem.”
Livro
dos Espíritos
- Caso Perdido – Depois de inúmeras
tentativas admite-se que o espírito encarnado não pode
mais ser auxiliado, a espiritualidade superior afasta o protetor atribuindo-lhe
novas tarefas. O espírito encarnado fica vinculado aos espíritos
inferiores com quem sintonizou por escolha própria. A espiritualidade
não o abandona, mas espera pacientemente o seu arrependimento
e vontade sincera de modificação. Em vários casos
isso só acontecerá muito tempo depois do seu desencarne.
495. Poderá dar-se que o Espírito
protetor abandone o seu protegido, por se lhe mostrar este rebelde aos
conselhos?
“Afasta-se, quando vê que seus conselhos são inúteis
e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se
à influência dos Espíritos inferiores. Mas, não
o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É então
o homem quem tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame.
“É uma doutrina, esta, dos anjos guardiães, que,
pelo seu encanto e doçura, devera converter os mais incrédulos.
...
496. O Espírito, que abandona o seu protegido, que deixa de lhe
fazer bem, pode fazer-lhe mal?
“Os bons Espíritos nunca fazem mal. Deixam que o façam
aqueles que lhes tomam o lugar. Costumais então lançar
à conta da sorte as desgraças que vos acabrunham, quando
só as sofreis por culpa vossa.”
497. Pode um Espírito protetor deixar o seu protegido à
mercê de outro Espírito
que lhe queira fazer mal?
“Os maus Espíritos se unem para neutralizar a ação
dos bons. Mas, se o quiser, o protegido dará toda a força
ao seu protetor. Pode acontecer que o bom Espírito encontre alhures
uma boa-vontade a ser auxiliada. Aplica-se então em auxiliá-la,
aguardando que seu protegido lhe volte.”
Allan
Karded – O Livro dos Espíritos
Muitas pessoas acham que tudo na vida pode
ser resolvido pelo anjo da guarda, acendem vela, fazem promessa, alguns
acham até que podem negociar com ele. O protetor só pode
seu tutelado se a espiritualidade superior autorizar, ou seja, Anjo
da Guarda não tem obrigação de:
- Fazer prova;
- Arrumar emprego
- Trazer pessoa amada
de volta;
- Arrumar promoção
- SALVAR SUA VIDA
Ele fará de tudo para inspirá-lo
a atitudes espirituais superiores e quando for possível intercederá
por benefícios espirituais que sejam NECESSÁRIOS para
sua vida. Não podemos imaginá-lo como uma babá
ou um gênio da lâmpada que atende nossos desejos mesquinhos.
Será justo lembrar que estamos plasmando
nossa individualidade
imperecível no espaço e no tempo, ao preço de continuadas
e difíceis
experiências. A idéia de um ente divinizado e perfeito,
invariàvelmente ao
nosso lado, ao dispor de nossos caprichos ou ao sabor de nossas dívidas,
não
concorda com a justiça. Que governo terrestre destacaria um de
seus ministros
mais sábios e especializados na garantia do bem de todos para
colar-se,
indefinidamente, ao destino de um só homem, quase sempre renitente
cultor de
complicados enigmas e necessitado, por isso mesmo, das mais severas
lições
da vida? porque haveria de obrigar-se um arcanjo a descer da Luz Eterna
para
seguir, passo a passo, um homem deliberadamente egoísta ou preguiçoso?
Tudo exige lógica, bom-senso.
Entre
o Céu e a Terra – Chico Xavier
Pais e Filhos
209. Por que é que de pais bons e virtuosos nascem filhos
de natureza perversa?
Por outra: por que é que as boas qualidades dos pais nem
sempre atraem, por simpatia,um bom Espírito para lhes animar
o filho?
“Não é raro que um mau Espírito peça
lhe sejam dados bons pais, na esperança de que seus conselhos
o encaminhem por melhor senda e muitas vezes Deus lhe concede o
que deseja.”
210. Pelos seus pensamentos e preces podem, os pais atrair para
o corpo, em formação, do filho um bom Espírito,
de preferência a um inferior?
“Não, mas podem melhorar o Espírito do filho
que lhes nasceu e está confiado. Esse o dever deles. Os maus
filhos são uma provação para os pais.”
Allan Kardec – Livro dos Espíritos
É muito difícil um espírito
encarnar em uma família e não possuir vínculo com
nenhum dos integrantes, quase sempre existem laços de amor ou
ódio, construídos sobre experiências edificantes
ou dolorosas.
Os comparsas de delitos voltam para que os
ajudem na sua recuperação. O ódio precisa ser extirpado
para que as sementes de amor encontrem terreno fértil nos corações
envolvidos em histórias de vingança e maldade.
Como o próprio Cristo nos informou,
somente quando o espírito não possuir dívidas cármicas
com outros irmãos é que ele poderá passar para
a próxima etapa da sua evolução.
Não existe regra para o grau espiritual do filho que se ligará
aos pais, podemos ter compromissos espirituais com espíritos
delinqüentes ou merecimento para receber um luminar em nosso lar.
Casais boníssimos podem ser utilizados pela misericórdia
de Deus para ajudar espíritos rebeldes a se recuperarem do lodo
em que se afundaram.
Quando o espírito se aproxima dos pais,
logo antes de reencarnar, é possível que suas vibrações
os atinjam e que as lembranças remotas voltem a tona. O pai de
hoje pode ser o inimigo do passado, a mãe pode lembrar do desfiladeiro
de paixões inferiores que o seu atual filho a levou em vidas
anteriores. É por esse motivo que algumas vezes a espiritualidade
tem que agir antes de uma encarnação para minimizar esses
sentimentos e criar um ambiente favorável para a volta do espírito.
Sensações agradáveis
ou angustiosas podem vir a tona, contudo, os pais devem lembrar de compromissos
assumidos e da misericórdia para com aquele que pede um chance
para voltar e se redimir.
Não imaginem que o espírito
que reencarna é o único devedor, em muitos casos os pais
possuem responsabilidades enormes pela atual situação
espiritual do espírito que reencarna.
A gravidez geralmente é notificada a pelo menos um dos participantes,
dependendo é claro da situação espiritual que se
encontram. Muitos lembram vagamente dessa informação,
guardando para si ou até compartilhando com o companheiro(a)
.
É comum, mas não uma regra,
que haja um encontro entre os participantes da tarefa, ou seja, pai,
mãe e o novo filho. Se os pais encontram-se mergulhados em baixas
vibrações o encontro também é evitado, pois
isso acabaria piorando a situação.
Pode também ocorrer uma aproximação
espiritual entre o reencarnante e a familia, ele passa a freqüentar
o seu futuro ambiente domestico, se afinizando vibratoriamente, principalmente
com a futura mãe, com quem compartilhará emoções,
pensamentos e impressões durante os nove meses de gravidez.
A aproximação do filho pode
trazer vários benefícios para os pais, entre eles podemos
citar:
- Harmonização Física e Emocional – Se houver
autorização os espíritos auxiliarão na transformação
vibratória do ambiente doméstico e na saúde dos
pais, que devem estar em uma condição mínima para
doarem de forma satisfatória as sementes da vida.
- Auxilio Material – Os próprios
méritos do espírito que reencarna e a misericórdia
de Deus podem atuar no plano físico, criando oportunidades para
que os pais adquiram uma condição material satisfatória
para garantir a criação do seu futuro filho.
- Cura – Pode ocorrer a cura de um dos
cônjuges para garantir a criação do filho, existem
doenças e desequilíbrios espirituais que a gravidez cura.
Essas etapas não são obrigatórias,
a intensidade de cada uma varia muito com a situação e
o merecimento do grupo. Podemos ter, por exemplo, um espírito
com sérios compromissos com o pai, imaginemos que ele assassinou
o pai em uma vida passada, nesse caso é importante que a aversão
instintiva que existe entre ambos seja minimizada, caso contrário
todo o processo pode ser comprometido.
O capitulo 13 do livro Missionários
da Luz (Reencarnação), de André Luiz, traz um ótimo
exemplo da preparação que algumas vezes se faz necessária
para a volta do espírito.
Integração do Espírito
ao Plano Físico
O período de adaptação
do espírito ao plano físico vai do momento em que se liga
à mãe até os sete anos de idade, durante esse período
ele necessita de maior proteção física e espiritual,
pois seus corpos (físico, etérico e astral) estão
em adaptação.
– Está pronto o serviço de reencarnação
inicial. O trabalho completo, com a plena integração
de nosso amigo nos elementos físicos, somente se verificará
de agora a sete anos!
...
Meus amigos, o nosso Herculano permanecerá em definitivo junto
de Segismundo, na nova experiência, até que ele atinja
os sete anos, após o renascimento, ocasião em que o
processo reencarnacionista estará consolidado
...
Porque tamanho cuidado com o sangue do futuro recém-nascido?
Somente aos sete anos iniciais de existência humana estaria
terminado o serviço de reencarnação?
Como sempre acontecia, o nobre mentor ouviu-me, complacente, Sorriu
qual pai carinhoso, e respondeu, solicito:
– Você não ignora que o corpo humano tem as suas
atividades propriamente vegetativas, mas talvez ainda não saiba
que o corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares,
está fortemente radicado no sangue. Na organização
fetal, o patrimônio sanguíneo é uma dádiva
do organismo materno. Logo após o renascimento, inicia-se o
período de assimilação diferente das energias
orgânicas, em que o “eu” reencarnado ensaia a consolidação
de suas novas experiências e, somente aos sete anos de vida
comum, começa a presidir, por si mesmo, ao processo de formação
do sangue, elemento básico de equilíbrio ao corpo perispirítico
ou forma preexistente, no novo serviço iniciado. O sangue portanto,
é como se fora o fluido divino que nos fixa as atividades no
campo material e em seu fluxo e refluxo incessante, na organização
fisiológica, nos fornece o símbolo do eterno movimento
das forças sublimes da Criação Infinita. Quando
a sua circulação deixa de ser livre, surge o desequilíbrio
ou enfermidade e, se surgem obstáculos que impedem o seu movimento,
de maneira absoluta, então sobrevém a extinção
do tônus vital, no campo físico, ao qual se segue a morte
com a retirada imediata da alma.
Missionários da Luz – Chico Xavier
Hereditariedade
Existem filhos que culpam os pais pelas doenças
que possuem e isso causa transtorno, pois acham-se “geneticamente”
culpados pela desdita dos filhos.
Os pais podem ter compromissos espirituais
com os filhos, mas de forma alguma são geneticamente culpados,
pois os filhos não são deles e sim de Deus, os pais são
um canal para permitir a volta dos espíritos à carne,
mas não são a fonte, a vida está em Deus. As dificuldades
ou limitações dos filhos de hoje são frutos dos
SEUS erros no passado.
A hereditariedade, qual é aceita nos conhecimentos científicos
do
mundo, tem os seus limites. Filhos e pais, indubitàvelmente,
ainda mesmo
quando se cataloguem distantes uns dos outros, sob o ponto de vista
moral,
guardam sempre afinidade magnética entre si; desse modo, os
progenitores
fornecem determinados recursos ao Espírito reencarnante, mas
esses recursos
estão condicionados às necessidades da alma que lhes
aproveita a
cooperação, porque, no fundo, somos herdeiros de nós
mesmos. Assimilamos
as energias de nossos pais terrestres, na medida de nossas qualidades
boas
ou más, para o destino enobrecido ou torturado a que fazemos
jus, pelas
nossas conquistas ou débitos que voltam à Terra conosco,
emergindo de
nossas anteriores
Entre o Céu e a Terra – Chico
Xavier
E a lei da hereditariedade fisiológica? perguntei.
– Funciona com inalienável domínio sobre todos
os seres em evolução, mas sofre, naturalmente, a influência
de todos aqueles que alcançam qualidades superiores ao ambiente
geral. Além do mais, quando o interessado em experiências
novas no plano da Crosta é merecedor de serviços “intercessórios”,
as forças mais elevadas podem imprimir certas modificações
à matéria, desde as atividades embriológicas,
determinando alterações favoráveis ao trabalho
de redenção.
Missionários da Luz – Chico Xavier
Na realidade as características morais não são
herdadas, o que acontece é que muitas vezes espíritos
de gosto e tendências semelhantes se atraem. Sabemos, no entanto,
que nem sempre é assim em relação a pais e filhos,
muitos filhos são o oposto de seus pais, lares formados por
um casal de elevada moral recebem algumas vezes em missão,
ou compromisso cármico, espíritos que se encontram ainda
em um padrão moral bem inferior a eles. Outras vezes, seres
quase angelicais nascem em famílias que ainda se encontram
em estágios inferiores de evolução com a finalidade
de protegê-los e estimular-lhes o progresso.
Perguntas e Respostas Sobre a Vida –
Narcí Castro de Souza
207. Freqüentemente, os pais transmitem aos filhos a parecença
física.
Transmitirão também alguma parecença moral?
“Não, que diferentes são as almas ou Espíritos
de uns e outros. O corpo deriva do corpo, mas o Espírito não
procede do Espírito. Entre os descendentes das raças
apenas há consangüinidade.”
a) - Donde se originam as parecenças morais que costuma haver
entre pais e
filhos?
“É que uns e outros são Espíritos simpáticos,
que reciprocamente se atraíram pela analogia dos pendores.”
208. Nenhuma influência exercem os Espíritos dos pais
sobre o filho depois do
nascimento deste?
“Ao contrário: bem grande influência exercem. Conforme
já dissemos, os Espíritos têm que contribuir para
o progresso uns dos outros. Pois bem, os Espíritos dos pais
têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação.
Constitui-lhes isso uma tarefa
Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho”.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos
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