Aqueles que não conhecem o funcionamento
de um centro acreditam que todos os médiuns TÊM que se
ligar aos espíritos para falar (psicofonia ou incorporação),
escrever (psicografia), etc, contudo, isso é uma visão
errada, pois nem todos os médiuns trabalham dessa forma. Alguns
atendem na recepção de novos visitantes, outros auxiliam
na administração interna, há os que trabalham
na evangelização de crianças, existem inúmeras
funções que não exigem a manifestação
ostensiva da faculdade mediúnica e que nem por isso deixam
de ser importantes.
Falaremos agora um pouco mais sobre o trabalho
dos médiuns que utilizam sua faculdade em favor do próximo.
A importância da mediunidade foi definida
de forma clara por Allan Kardec no Livro dos Médiuns:
"Com que fim a Providência
outorgou de maneira especial, a certos indivíduos, o dom
da mediunidade?
É uma missão de que se incumbiram e cujo desempenho
os faz ditosos. São os intérpretes dos Espíritos
com os homens.
13ª Entretanto, médiuns
há que manifestam repugnância ao uso de suas
faculdades.
São médiuns imperfeitos; desconhecem o valor da
graça que lhes é concedida.
14ª Se é uma missão,
como se explica que não constitua privilégio dos
homens de bem e que semelhante faculdade seja concedida a pessoas
que nenhuma estima merecem e que dela podem abusar?
A faculdade lhes é concedida, porque precisam dela para
se melhorarem, para ficarem em condições de receber
bons ensinamentos. Se não aproveitam da concessão,
sofrerão as conseqüências. Jesus não
pregava de preferência aos pecadores, dizendo ser preciso
dar àquele que não tem?
15ª As pessoas que desejam muito
escrever como médiuns, e que não o
conseguem, poderão concluir daí alguma coisa contra
si mesmas, no tocante à benevolência dos Espíritos
para com elas?
Não, pois pode dar-se que Deus lhe haja negado essa faculdade,
como negado tenha o dom da poesia, ou da música. Porém,
se não forem objeto desse favor, podem ter sido de outros."
O trabalho mediúnico é o início
de uma nova fase para o médium, depois de ter passado por um
tratamento espiritual, assistido a palestras, ele incorpora a equipe
de aprendizes de um centro, estudando e “treinando a sua mediunidade”.
Um dia, quando menos espera ele começa a recepcionar pessoas,
depois é escalado para dar passes, depois de alguma experiência
pode passar a trabalhar com psicografia ou participar de reuniões
de desobsessão, cada um vai trilhar seu caminho e chegar no
exercício para que foi preparado PELA ESPIRITUALIDADE. Geralmente
os diferentes tipos de trabalho que realiza embasam seu conhecimento,
fortalecendo sua confiança e o preparam para a tarefa que realizará.
Muitos terão uma vida simples e sem
muito destaque em uma casa, outros terão grande importância,
contudo, isso não importa, muitas vezes o irmão que
mais aparece é o que terá mais desafios, ou que será
mais exigido, ou que tem a prova mais dura, ou seja, não importa,
para Deus o amor que dedica a seu trabalho é o mais importante.
No reino dos céus os pequenos se tornam gigantes!!
7.1 Equilíbrio Interior
Para exercer o trabalho mediúnico
o médium deve sempre buscar o equilíbrio e a harmonia,
pois somente assim poderá servir de canal para a luz da espiritualidade
superior.
Segue abaixo trechos do livro Missionários
da Luz de Chico Xavier:
"Preliminarmente, devemos reconhecer
que, nos serviços mediúnicos, preponderam os fatores
morais. Neste momento, o médium, para ser fiel ao mandato
superior, necessita clareza e serenidade, como o espelho cristalino
dum lago. De outro modo, as ondas de inquietude perturbariam a
projeção de nossa espiritualidade sobre a materialidade
terrena, como as águas revoltas não refletem as
imagens sublimes do céu e da Natureza ambiente.
...
- Acredita que o intermediário
- perguntou - possa improvisar o estado receptivo? De nenhum modo.
A sua preparação espiritual deve ser incessante.
Qualquer incidente pode perturbar-lhe o aparelhamento sensível,
como a pedrada que interrompe o trabalho da válvula receptora.
Além disso, a nossa cooperação magnética
é fundamental para a execução da tarefa.
Examine atentamente. Estamos notando as singularidades do corpo
perispiritual. Pode reconhecer, agora, que todo centro glandular
é uma potência elétrica. No exercício
mediúnico de qualquer modalidade, a epífise desempenha
o papel mais importante. Através de suas forças
equilibradas, a mente humana intensifica o poder de emissão
e recepção de raios peculiares à nossa esfera.
É nela, na epífise, que reside o sentido novo dos
homens; entretanto, na grande maioria deles, a potência
divina dorme embrionária."
O médium deve evitar lugares com
excessiva carga negativa, optando sempre por ambientes arejados, impregnados
de natureza, como praias, cachoeiras e lugares ermos, onde poderá
meditar e se revitalizar.
7.2 Dificuldades
O médium é na grande maioria
das vezes um espírito em débito e por isso está
sujeito a passar por dificuldades durante seu trabalho de amor ao
próximo, contudo, longe de tornar impossível sua obra,
os percalços enchem sua história de luz.
André Luiz nos traz uma reflexão
sobre a mediunidade e suas dificuldades no livro Nos Domínios
da Mediunidade.
" - Não podemos realizar qualquer
estudo de faculdades medianímicas, sem o estudo da personalidade.
Considero, assim, de extrema importância a apreciação
dos centros cerebrais, que representam bases de operação
do pensamento e da vontade, que influem de modo compreensível
em todos os fenômenos mediúnicos, desde a intuição
pura à materialização objetiva. Esses recursos,
que merecem a defesa e o auxílio das entidades sábias
e benevolentes, em suas tarefas de amor e sacrifício junto
dos homens, quando os medianeiros se sustentam no ideal superior da
bondade e do serviço ao próximo, em muitas ocasiões
podem ser ocupados por entidades inferiores ou animalizadas, em lastimáveis
processos de obsessão.
— Mas — interpôs Hilário,
judicioso —, diante de um campo cerebral tão iluminado
quanto o de nossa irmã Celina, será lícitõ
aceitar a possibilidade de invasão dele por parte de Inteligências
menos evolvidas? Será cabível semelhante retrocesso?
— Não podemos olvidar — considerou o Assistente
— que Celina se encontra encarnada numa prova de longo curso
e que, nos encargos de aprendiz, ainda se encontra muito longe de
terminar a lição.
Meditou um momento e filosofou bem-humorado:
— Numa viagem de cem léguas podem ocorrer muitas surpresas
no derradeiro quilômetro do caminho.
Logo após, colocando a destra paternal
sobre a fronte da médium, prosseguiu:
— Nossa irmã vem atravessando
os seus testemunhos de boa-vontade, fé viva, caridade e paciência.
Tanto quanto nós, ainda não possui plena quitação
com o passado. Somos vasta legião de combatentes em vias de
vencer os inimigos que nos povoam a fortaleza íntima ou o mundo
de nós mesmos, inimigos simbolizados em nossos velhos hábitos
de convívio com a natureza inferior, a nos colocarem em sintonia
com os habitantes das sombras, evidentemente perigosos ao nosso equilíbrio.
Se nossa amiga Celina, quanto qualquer de nós, abandonar a
disciplina a que somos constrangidos para manter a boa forma na recepção
da luz, rendendo-se às sugestões da vaidade ou do desânimo,
que costumamos fantasiar como sendo direitos adquiridos ou injustificável
desencanto, decerto sofrerá o assédio de elementos destrutivos
que lhe perturbarão a nobre experiência atual de subida.
Muitos médiuns se arrojam a prejuízos dessa ordem. Depois
de ensaios promissores e começo brilhante, acreditam-se donos
de recursos espirituais que lhes não pertencem ou temem as
aflições prolongadas da marcha e recolhem-se à
inutilidade, descendo de nível moral ou conchegando-se a improdutivo
repouso, porqüanto retomam inevitavelmente a cultura dos impulsos
primitivos que o trabalho incessante no bem os induziria a olvidar.
E sorrindo:
— Ainda não chegamos à vitória suprema
sobre nós mesmos. Achamo-nos na condição do solo
terrestre, que não prescinde do arado protetor ou da enxada
prestimosa, a fim de produzir. Sem os instrumentos do trabalho e da
luta, aperfeiçoando-nos as possibilidades, estaríamos
permanentemente ameaçados pela erva daninha que mais se alastra
e se afirma, tanto quanto melhor é a qualidade do trato de
terra em abandono.
Fitando-nos, de frente, como a recordar
o peso das responsabilidades de que nos investíamos, completou:
— Nossas realizações espirituais do presente são
pequeninas réstias de claridade sobre as pirâmides de
sombra do nosso passado. É imprescindível muita cautela
com as sementeiras do bem para que a ventania do mal não as
arrase. É por isso que a tarefa mediúnica, examinada
como instrumentação para a obra das Inteligências
superiores, não é tão fácil de ser conduzida
a bom termo, de vez que, contra o canal ainda frágil que se
oferece à passagem da luz, acometem as ondas pesadas de treva
da ignorância, a se agitarem, compactas, ao nosso derredor."
7.3 Precauções
Copio abaixo a advertência de Allan
Kardec no Livro dos Médiuns:
"Uma vez desenvolvida a faculdade,
é essencial que o médium não abuse
dela. O contentamento que daí advém a alguns principiantes
lhes provoca um entusiasmo, que muito importa moderar. Devem lembrar-se
de que ela lhes foi dada para o bem e não para satisfação
de vã curiosidade. Convém, portanto, que só
se utilizem dela nas ocasiões oportunas e não a
todo momento. Não lhes estando os Espíritos ao dispor
a toda hora, correm o risco de ser enganados por mistificadores.
Bom é que, para evitarem esse mal, adotem o sistema de
só trabalhar em dias e horas determinados, porque assim
se entregarão ao trabalho em condições de
maior recolhimento e os Espíritos que os queiram auxiliar,
estando prevenidos, se disporão melhor a prestar esse auxílio."
7.4 Conseqüências do
Trabalho Mediúnico para os Médiuns
O trabalho mediúnico pode gerar um
desgaste para o médium, porém isso depende do tipo de
reunião que ele freqüenta. Repousando de forma correta
o médium refaz suas energias, contudo, ele deve estar sempre
atento a uma alimentação equilibrada e evitar uma vida
sedentária.
Médiuns que trabalham em reuniões
de desobsessão não devem participar de mais de duas
sessões semanais.
Os médiuns que trabalham doando energia
(passes, reuniões de cura, etc) devem se preocupar com o descanso
e alimentação antes e depois da reunião, para
não sentirem nenhum desgaste físico.
Os mentores sempre auxiliam os médiuns,
harmonizando seus veículos físicos (corpo físico
e duplo etérico) e astral para realização do
trabalho espiritual, contudo, é imprescindível que o
médium faça sua parte, não podemos achar que
os mentores vão fazer com que possamos trabalhar após
uma noite sem dormir, ou doentes.
Os que trabalham se ligando a espíritos
sofredores em reuniões de obsessão precisam estar sempre
equilibrados para não sofrerem o impacto das energias opressivas,
mesmo com a presença dos mentores a ascendência moral
e a força de vontade do médium são necessárias
para "domar" o espírito que será doutrinado.
Copio abaixo um trecho do livro Nos
Domínios da Mediunidade, que fala sobre a proteção
do médium nas reuniões de desobsessão:
"Reparei-lhe a luminosa auréola,
contrastando com a vestimenta pestilencial do forasteiro, e deixei-me
avassalar por incoercível temor.
Semelhante providência não seria o mesmo que entregar
uma harpa delicada às patas de uma fera?
Aulus, porém, deu-se pressa em explicar-nos:
— Acalmem-se, O amigo dementado
penetrou o templo com a supervisão e o consentimento dos
mentores da casa. Quanto aos fluidos de natureza deletéria,
não precisamos temê-los. Recuam instintivamente ante
a luz espiritual que os fustiga ou desintegra. É por isso
que cada médium possui ambiente próprio e cada assembléia
se caracteriza por uma corrente magnética particular de
preservação e defesa. Nuvens infecciosas da Terra
são diariamente extintas ou combatidas pelas irradiações
solares, e formações fluídicas, inquietantes,
a todo momento são aniquiladas ou varridas do Planeta pelas
energias superiores do Espírito. Os raios luminosos da
mente orientada para o bem incidem sobre as construções
do mal, à feição de descargas elétricas.
E, compreendendo-se que mais ajuda aquele que mais pode, nossa
irmã Celina é a companheira ideal para o auxílio
desta hora."
7.5 Proteção dos Médiuns
Os médiuns que trabalham em um centro
espírita e se dedicam a auxiliar o próximo recebem apoio
de equipes especializadas, que fazem o que podem para auxiliá-lo.
Dependendo da sua tarefa e da dedicação que necessita,
os amigos espirituais podem intercedem mais ou menos.
Podemos comparar a um atleta, que precisa
de treino, alimentação, fisioterapia, etc, da mesma
forma um médium que trabalha em um centro precisa estar "em
forma espiritual" para servir de intermediário do mundo
espiritual.
Lembramos que essas equipes não podem
realizar o esforço de equilíbrio que é responsabilidade
do próprio médium, por isso é indicado para o
médium realizar em seu lar a reunião semanal do Evangelho,
sempre no mesmo dia e hora ele deve buscar nas palavras de Jesus o
entendimento maior sobre a vida. Dessa forma ele protegerá
o seu lar e sua família contra energias hostis, pois não
existe proteção maior no mundo que a evangelização
do coração. Os espíritos amigos também
freqüentam as reuniões de evangelho no lar, limpando o
ambiente doméstico e afastando espíritos inferiores.
Abaixo segue um trecho do livro Obreiros
da Vida Eterna, de Chico Xavier, que fala um pouco mais sobre
as equipes espirituais que apóiam os médiuns:
"Sempre tive por Dimas sincera admiração,
pelo proveitoso concurso que soube oferecer-nos. Integro a comissão
espiritual de serviço que vem atendendo aos necessitados,
por intermédio dele, nos últimos seis anos. Foi
sempre assíduo nas obrigações, bom companheiro,
leal irmão.
Surpreso com as referências, indaguei:
— Há, desse modo, comissões de colaboração
permanente para os médiuns em geral?
— Não me reporto à
generalidade — redarguiu o interlocutor —, porque
a mediunidade é título de serviço como qualquer
outro. E há pessoas que pugnam pela obtenção
dos títulos, mas desestimam as obrigações
que lhes correspondem. Gostariam, por certo, do intercâmbio
com o nosso plano, mas, não cogitam de finalidades e responsabilidades.
Em vista disso não se estabelecem conjuntos de cooperação
para os médiuns em geral, mas apenas para aqueles que estejam
dispostos ao trabalho ativo. Há muitos aprendizes que não
ultrapassam a fronteira da tentativa, da observação.
Desejariam o caminho bem aplainado, exigindo a convivência
exclusiva dos Espíritos genuinamente bondosos. Experimentam
a luta construtiva, através de sondagens superficiais e,
à primeira dificuldade, abandonam compromissos assumidos.
A aquisição da fortaleza moral não prescinde
das provas arriscadas e angustiosas. Entretanto, em face das exigências
naturais do aprendizado, dizem-se feridos na dignidade pessoal.
Não suportam a aproximação de infelizes encarnados
ou desencarnados, estacionando à menor picada de dor. Para
semelhantes experimentadores, seria extremamente difícil
a formação de equipes eficientes, representativas
de nosso plano. Não se sabe quando estão dispostos
a servir. Se recebem faculdades intuitivas, pedem a incorporação;
se contam com a vidência, querem a possibilidade de exteriorizar
fluidos vitais para os fenômenos de materialização."
7.6 Médiuns de Terreiro(Umbanda)
e Kardecistas (Mesa)
Não existe dúvida que a forma
de trabalhar em um templo de Umbanda e um centro Espírita são
bastante diferentes, contudo, cada uma tem um objetivo, atendendo
a preferências pessoais. O erro que existe é achar que
uma é melhor que a outra. Copio abaixo trechos do livro Aruanda,
de Robson Pinheiro, onde o sábio Preto-Velho nos fala um pouco
sobre a mediunidade na Umbanda e os espíritos que nela trabalham.
"Ainda a velha questão da
vibração, meu filho - respondeu Pai João.
- Ocorre com os espíritos algo semelhante ao que há
com os médiuns: alguns reencarnam com o psiquismo e a vibração
apropriada para os trabalhos de terreiro, enquanto outros são
preparados vibratoriamente para a mesa kardecista. com os espíritos
não é diferente. Muitos deles oferecem a possibilidade
de serem socorridos através do diálogo fraterno
ou terapia espiritual, que despertará suas mentes para
as leis da vida; portanto, demonstram predisposição
para uma sessão espírita. Mas nem todos são
iguais; há aqueles que não têm o perfil psicológico
e espiritual necessário. Precisam do impacto anímico-mediúnico
dos chamados médiuns de terreiro, com os quais encontram
maior afinidade. Nesse contato intenso com o ectoplasma exsudado
pelos médiuns umbandistas, ganham tratamento especializado,
que funciona como uma terapia de choque. O mesmo ocorre entre
os encarnados, quanto à questão terapêutica.
Alguns de meus filhos no plano físico respondem integralmente
ao tratamento homeopático, pois trazem em seu psiquismo
as vibrações compatíveis com o medicamento
dinamizado. Outros, que possuem estado vibracional diferente,
só respondem aos métodos convencionais da alopatia.
Há ainda aqueles que respondem significativamente às
influências energéticas do reiki, dos passes ou dos
medicamentos florais, por exemplo.
...
Em casos como o que acompanhamos. Ângelo,
não existe uma forma melhor que a outra. Nem o método
espírita é o melhor, nem a metodologia umbandista
é mais forte e eficaz. Tudo depende das características
de
cada caso, de qual tipo de entidade está envolvido no processo
e. enfim, do tipo psicológico e das necessidades espirituais
de cada uma delas. Em uma tenda umbandista cujos médiuns
se dedicam à caridade, ao estudo sério e elevado,
teremos excelente material psíquico para certos trabalhos
de desobsessão ou terapia espiritual. Em um centro espírita
cujos médiuns não se preparam convenientemente,
não se dedicam ao estudo e têm as idéias comprometidas
com uma visão estreita e acanhada da vida espiritual, naturalmente
careceremos de material psíquico de qualidade para as terapia
espirituais. Dessa forma, é preciso compreender que a eficácia
do método depende de diversas coisas, mas principalmente
do preparo dos
operadores ou da equipe mediúnica, e não da confissão
religiosa, como muitos pensam.
...
A distância, as divergências
ou as separações que se vêem entre as diferentes
formas de trabalho são, em grande parte vezes, estabelecidas
pelos encarnados, que trazem ainda resquícios de preconceito
religioso e racial. Do lado de cá da vida, ao contrário,
somos apenas filhos de Deus, todos parceiros na construção
de sua obra; não há partidarismo religioso. Tanto
faz para um espírito elevado atuar como pai-velho numa
tenda umbandista humilde ou escrever a orientação
psicografada sob a luz do espiritismo cristão, desde que
seu trabalho seja em benefício da humanidade e do próximo."
7.7 Médiuns Mercenários
"O médium, em suma, deve
evitar tudo o que possa transformá-lo em agente de consultas,
o que, aos olhos de muitas pessoas, é sinônimo de
ledor da "buena-dicha". Allan
Kardec – Livro dos Médiuns
Chamamos de médiuns mercenários
aqueles que utilizam suas aptidões para algum tipo de benefício
próprio, recebendo “recompensas” pelo seu contato
com o mundo espiritual.
Allan Kardec chama esse médiuns de
interesseiros e informa que qualquer tipo de retribuição
é desaconselhada:
"Médiuns interesseiros não
são apenas os que porventura exijam uma retribuição
fixa; o interesse nem sempre se traduz pela esperança de
um ganho material, mas também pelas ambições
de toda sorte, sobre as quais se fundem esperanças pessoais.
E esse um dos defeitos de que os Espíritos zombeteiros
sabem muito bem tirar partido e de que se aproveitam com uma habilidade,
uma astúcia verdadeiramente notáveis, embalando
com falaciosas ilusões os que desse modo se lhes colocam
sob a dependência. Em resumo, a mediunidade é uma
faculdade concedida para o bem e os bons Espíritos se afastam
de quem pretenda fazer dela um degrau para chegar ao que quer
que seja, que não corresponda às vistas da Providência.
O egoísmo é a chaga da sociedade; os bens Espíritos
a combatem; a ninguém, portanto, assiste o direito de supor
que eles o venham servir. Isto é tão racional, que
inútil fora insistir mais sobre este ponto."
Uma característica comum desses irmãos
é a falta de estudo sobre a mediunidade, as formas de comunicação,
suas conseqüências e principalmente os perigos da obsessão
(todos eles se tornam vítimas da obsessão). Todos aqueles
que lerem o Livro dos Médiuns poderão comprovar que
Allan Kardec repete várias e várias vezes a necessidade
de vigilância para não se tornar vítima da fascinação
e subjugação.
A maioria tem grandes aptidões mediúnicas
e por isso tem contato intenso com os espíritos que os acompanham,
contudo, seja por preguiça ou ansiedade eles não realizam
a necessária preparação moral, mental e emocional
para exercer tão sagrada tarefa.
Vamos falar um pouco sobre como isso começa,
se desenvolve e termina...
No início o médium entra em
contato com o plano espiritual e, por motivação própria
ou influenciado por espíritos inferiores acredita que pode
resolver o problema dos outros, só de favor ou até recebendo
uma pequena ajudinha. Assim começam sozinhos ou auxiliados
por algum médium desvirtuado a aprender como utilizar sua mediunidade.
Por motivos óbvios os mentores começam a perder o contato
com os médiuns e os espíritos inferiores que o circundavam
se tornam cada vez mais afins, iniciando assim dois processos: o de
afinamento mediúnico e obsessivo. Os espíritos de baixo
padrão não desejam somente se ligar aos médiuns,
seus principais objetivos são a subjugação, fascinação
e vampirização de energias vitais.
Todos, sem exceção, recebem
em algum momento advertências sobre o tipo de trabalho que realizam
e seus perigos, contudo, a grande maioria ignora os avisos e cada
vez mais se ligam aos seus novos "amiguinhos".
Os novos "diretores" do médium
fazem o possível para fasciná-lo com símbolos,
figuras, nomes pomposos, etc... são inúmeras formas
diferentes de subjugar o médium.
André Luiz nos traz um exemplo perfeito
de um médium fascinado pelo seu obsessor:
"Observando os beberrões,
cujas taças eram partilhadas pelos sócios que lhes
eram invisíveis, Hilário recordou:
— Ontem, visitamos um templo,
em que desencarnados sofredores se exprimiam por intermédio
de criaturas necessitadas de auxílio, e ali estudamos algo
sobre mediunidade... Aqui, vemos entidades viciosas valendo-se
de pessoas que com elas se afinam numa perfeita comunhão
de forças superiores... Aqui, tanto quanto lá, seria
lícito ver a mediunidade em ação?
— Sem qualquer dúvida —
confirmou o orientador —; recursos psíquicos, nesse
ou naquele grau de desenvolvimento, são peculiares a todos,
tanto quanto o poder de locomoção ou a faculdade
de respirar, constituindo forças que o Espírito
encarnado ou desencarnado pode empregar no bem ou no mal de si
mesmo. Ser médium não quer dizer que a alma esteja
agraciada por privilégios ou conquistas feitas. Muitas
vezes, é possível encontrar pessoas altamente favorecidas
com o dom da mediunidade, mas dominadas, subjugadas por entidades
sombrias ou delinqüentes, com as quais se afinam de modo
perfeito, servindo ao escândalo e à perturbação,
em vez de cooperarem na extensão do bem. Por isso é
que não basta a mediunidade para a concretização
dos serviços que nos competem. Precisamos da Doutrina do
Espiritismo, do Cristianismo Puro, a fim de controlar a energia
medianímica, de maneira a mobilizá-la em favor da
sublimação espiritual na fé religiosa, tanto
quanto disciplinamos a eletricidade, a benefício do conforto
na Civilização.
Nisso, Aulus relanceou o olhar pelos
aposentos reservados mais próximos, qual se já os
conhecesse, e, fixando certa porta, convidou-nos a atravessá-la.
Seguimo-lo, ombro a ombro.
Em mesa lautamente provida com fino
conhaque, um rapaz, fumando com volúpia e sob o domínio
de uma entidade digna de compaixão pelo aspecto repelente
em que se mostrava, escrevia, escrevia, escrevia...
— Estudemos — recomendou
o orientador.
O cérebro do moço embebia-se em substância
escura e pastosa que escorria das mãos do triste companheiro
que o enlaçava.
Via-se-lhes a absoluta associação
na autoria dos caracteres escritos.
A dupla em trabalho não nos registrou a presença.
— Neste instante — anunciou
Aulus, atencioso —, nosso irmão desconhecido é
hábil médium psicógrafo. Tem as células
do pensamento integralmente controladas pelo infeliz cultivador
de crueldade sob a nossa vista. Imanta-se-lhe à imaginação
e lhe assimila as idéias, atendendo-lhe aos propósitos
escusos, através dos princípios da indução
magnética, de vez que o rapaz, desejando produzir páginas
escabrosas, encontrou quem lhe fortaleça a mente e o ajude
nesse mister.
Imprimindo à voz significativa
expressão, ajuntou:
— Encontramos sempre o que procuramos ser. Finda a breve
pausa que nos compeliu à reflexão, Hilário
recomeçou:
— Todavia, será ele um médium na acepção
real do termo? Será peça ativa em agrupamento espírita
comum?
— Não. Não está sob qualquer disciplina
espiritualizante. É um moço de inteligência
vivaz, sem maior experiência da vida, manejado por entidades
perturbadoras."
Muitos médiuns mercenários
acabam utilizando suas aptidões como forma de sobrevivência,
cobrando por consultas, favores, para trazer pessoa amada, para prejudicar
outras pessoas, para "tentar" prever o futuro, etc...
A previsão do futuro é uma
dos maiores atrativos para que os menos avisados se vinculem a esse
tipo de médium, por isso retiramos um trecho do livro dos médiuns
que explora esse assunto:
"Podem os Espíritos dar-nos
a conhecer o futuro?
Se o homem conhecesse o futuro, descuidar-se-ia do presente.
É esse ainda um ponto sobre o
qual insistis sempre, no desejo de obter uma resposta precisa.
Grande erro há nisso, porquanto a manifestação
dos Espíritos não é um meio de adivinhação.
Se fizerdes questão absoluta de uma resposta, recebê-la-eis
de um Espírito doidivanas, temo-lo dito a todo momento."
(Veja-se O Livro dos Espíritos - "Conhecimento do
futuro", n. 868.)
8ª Não é certo, entretanto,
que, às vezes, alguns acontecimentos futuros sãoanunciados
espontaneamente e com verdade pelos Espíritos?
Pode dar-se que o Espírito preveja coisas que julgue conveniente
revelar, ou que ele tem por missão tornar conhecidas; porém,
nesse terreno, ainda são mais de temer os Espíritos
enganadores, que se divertem em fazer previsões. Só
o conjunto das circunstâncias permite se verifique o grau
de confiança que elas merecem.
9ª De que gênero são
as previsões de que mais se deve desconfiar?
Todas as que não tiverem um fim de utilidade geral. As
predições pessoais podem quase sempre ser consideradas
apócrifas."
Existem também aqueles que vão
até as consultas espirituais para buscar conselhos, falar
sobre seus problemas pessoais, Allan Kardec nos traz sérias
advertências sobre esse tipo de comunicação:
"Podem pedir-se conselhos aos Espíritos?
Certamente. Os bons Espíritos jamais recusam auxílio
aos que os invocam com
confiança, principalmente no que concerne à alma.
Repelem, porém, os hipócritas, os que simulam pedir
a luz e se comprazem nas trevas.
18ª Podem os Espíritos dar
conselhos sobre coisas de interesse privado?
Algumas vezes, conforme o motivo. Isso também depende daqueles
a quem tais conselhos são pedidos. Os que se relacionam
com a vida privada são dados com mais exatidão pelos
Espíritos familiares, que são os que se acham mais
ligados à pessoa que os pede e se interessam pelo que lhes
diz respeito; é o amigo, 'o confidente dos vossos mais
secretos pensamentos. Mas, é tão freqüente
os cansardes com perguntas banais, que eles vos deixam. Tão
absurdo fora perguntardes, sobre coisas íntimas, Espíritos
que vos são estranhos, como seria o vos dirigirdes, para
isso, ao primeiro indivíduo que encontrásseis no
vosso caminho. Jamais deveríeis esquecer que a puerilidade
das perguntas é incompatível com a superioridade
dos Espíritos. Preciso igualmente é leveis em conta
as qualidades do Espírito familiar, que pode ser bom, ou
mau, conforme suas simpatias pela pessoa a quem se ligue. O Espírito
familiar de um homem mau é mau Espírito, cujos conselhos
podem ser perniciosos, mas que se afasta e cede o lugar a um Espírito
melhor, se o próprio homem se melhora. Unem-se os que se
assemelham.
19ª Podem os Espíritos familiares
favorecer os interesses materiais por meio de revelações?
Podem e algumas vezes o fazem, de acordo com as circunstâncias;
mas, ficai
certos de que os bons Espíritos nunca se prestam a servir
à cupidez. Os maus vos fazem brilhar diante dos olhos mil
atrativos, a fim de vos espicaçarem e, depois, mistificarem,
pela decepção. Ficai também sabendo que,
se é da vossa prova passar por tal ou tal vicissitude,
os vossos Espíritos protetores poderão ajudar-vos
a suportá-la com mais resignação, poderão
mesmo, às vezes, suavizá-la; mas, no próprio
interesse do vosso futuro, não lhes é lícito
isentar-vos dela. Um bom pai não concede ao filho tudo
o que este deseja.
NOTA. Os nossos Espíritos protetores podem, em muitas circunstâncias,
indicar-nos o melhor caminho, sem, entretanto, nos conduzirem
pela mão, porque, se assim fizessem, perderíamos
o mérito da iniciativa e não ousaríamos dar
um passo sem a eles recorrermos, com prejuízo do nosso
aperfeiçoamento. Para progredir, precisa o homem, muitas
vezes, adquirir experiência à sua própria
custa. Por isso é que os Espíritos ponderados nos
aconselham, mas quase sempre nos deixam entregues às nossas
próprias forças, como faz o educador hábil,
com seus alunos. Nas circunstâncias ordinárias da
vida, eles nos aconselham pela inspiração, deixando-nos
assim todo o mérito do bem que façamos, como toda
a responsabilidade do mal que pratiquemos.
Fora abusar da condescendência
dos Espíritos familiares e equivocar-se quanto à
missão que lhes cabe o interrogá-los a cada instante
sobre as coisas mais vulgares, como o fazem certos médiuns.
Alguns há que, por um sim, por um não, tomam o lápis
e podem conselho para o ato mais simples. Esta mania denota pequenez
nas idéias, ao mesmo tempo que a presunção
de supor, quem quer que seja, que tem sempre um Espírito
servidor às suas ordens, sem outra coisa mais a fazer senão
cuidar dele e dos seus mínimos interesses. Além
disso, quem assim procede aniquila o seu próprio juízo
e se reduz a um papel passivo, sem utilidade para a vida presente
e indubitavelmente prejudicial ao adiantamento futuro. Se há
puerilidade em interrogarmos os Espíritos sobre coisas
fúteis, menos puerilidade não há da parte
dos Espíritos que se ocupam espontaneamente com o que se
pode chamar - negócios caseiros. Em tal caso, eles poderão
ser bons, mas, inquestionavelmente, ainda são muito terrestres."
Bom, as expectativas espirituais desses
médiuns não são boas e vamos avaliar porque:
1. Ele cobra por uma aptidão que
recebeu de graça e como um favor para auxiliar o próximo
e acelerar sua própria evolução.
2. Muitos fazem trabalhos para prejudicar
o próximo, criando comprometimentos cármicos.
3. Divulgam de forma errada a doutrina
dos espíritos.
4. Alguns desvirtuam outros médiuns.
5. Se ligam a espíritos trevosos,
que além de vampirizá-los acreditam que tem direito
de receber pelos favores espirituais que realizam, por isso, após
o desencarne do médium mercenário ele se torna escravo
daquele falso mentor que o acompanhou. Somente após muito
tempo sofrendo e aprendendo ele poderá ser socorrido pelas
colônias espirituais, e então recomeçar seu
caminho de luz, tentando quitar os débitos contraídos
pela sua irresponsabilidade.
Allan Kardec no Livro dos Médiuns
relata a resposta de um espírito sobre as conseqüências
do mau uso da mediunidade:
"Os médiuns, que fazem
mau uso das suas faculdades, que não se servem delas
para o bem, ou que não as aproveitam para se instruírem,
sofrerão as conseqüências dessa falta?
Se delas fizerem mau uso, serão punidos duplamente, porque
têm um meio a mais de se esclarecerem e o não aproveitam.
Aquele que vê claro e tropeça é mais censurável
do que o cego que cai no fosso."
7.8 A mediunidade e as Religiões
Existe um conflito muito grande no coração
das pessoas que têm a sensibilidade mediúnica e não
são adeptas de reuniões espiritualistas.
Esses médiuns sofrem bastante porque
têm medo de contar o que sentem, já que muitos não
aceitarão, possivelmente zombarão dele ou pensarão
coisas ruins, como por exemplo a falta de fé ou indício
de loucura.
A mediunidade não é exclusividade
das filosofias espiritualistas, muitos padres, pastores e líderes
filosóficos e religiosos são grandes médiuns,
embora, infelizmente, alguns se liguem a entidades do astral inferior.
Muitos médiuns já relataram
que viram próximos à palestrantes de religiões
não espiritualistas espíritos de luz. Lembre-se que
o contato espiritual tem como objetivo a evolução espiritual
da humanidade, isso não é exclusividade do Espiritismo
ou qualquer outra religião espiritualista.
E o que fazer então??
Vou iniciar a resposta com o exemplo de
uma querida e amada amiga, que conheci em um grupo de estudos do Evangelho.
Ela é praticante FERVOROSA de uma
filosofia não espiritualista e um dia, ao olhar para o palestrante,
que estava muito inspirado, notou que a sua volta existiam faíscas
de luz, ela piscava, balançava a cabeça e isso continuava,
e continuou ocorrendo, mais de uma vez.
Ao invés de se apavorar ela foi buscando
maiores informações e acabou encontrando esse grupo
de estudos, que utiliza a série de Carlos Torres Pastorino
– Sabedoria do Evangelho. Nesse grupo ela recebeu os primeiros
ensinamentos espiritualistas e passou a entender um pouco mais sobre
o mundo espiritual.
E aí vem a segunda maior dúvida... Ela largou sua religião??
A resposta é não, ela adora
os cantos, as reuniões, as pessoas que freqüentam, aquilo
faz bem a ela, não atrapalha. Deus e os espíritos superiores
jamais poderiam exigir que você largasse um grupo que só
faz o bem e busca vivenciar os ensinamentos de Jesus.
Acho que o exemplo responde tudo, se você
é praticante de outra religião não espiritualista
e tem dúvidas sobre as sensações espirituais
que lhe acometem então procure uma pessoa amiga espírita
ou leia o livro dos espíritos e o livro dos médiuns,
achará muitas respostas nesses livros. Nunca pense que estudar
sobre a espiritualidade diminuirá sua fé ou fará
com que você mude de religião. Temos vários exemplos
de pessoas que largaram religiões espiritualistas para freqüentar
religiões que não acreditam na reencarnação
e na vida além-túmulo, com disse antes é uma
questão de afinidade, porém o conhecimento é
importante, compreender a Verdade é muito importante, para
todos!!
O conhecimento das verdades espirituais
não atrapalha, só completa.
7.9 Mediunidade Natural e de Prova
Basicamente falaremos nesse tópico
sobre a diferença entre o médium que recebe a concessão
espiritual de encarnar com hipersensibilidade e o espírito
evoluído, que já conquistou essa sensibilidade por esforço
próprio.
Vamos começar com exemplos de médiuns
naturais para depois passar a explicação:
• João Batista –
recebe naturalmente mensagens espirituais, no evangelho existem várias
passagens que atestam seu alto grau de evolução e as
próprias revelações espirituais que tem contato.
O próprio Jesus revela que João Batista é o maior
entre os nascido de mulher, ou seja, ele não alcançou
a perfeição, mas já é grande no reino
dos céus.
• Buda – Mestre Iluminado que
encarnou na Terra, ele tinha acesso às suas encarnações
anteriores e também das pessoas que se aproximavam.
• Jesus – O ser mais evoluído,
mais perfeito que já encarnou em nosso planeta. Todas as faculdades
mediúnicas eram perfeitas. O contato espiritual de Jesus era
como água cristalina, não havia ruído ou imperfeição,
não existia medo ou receio, a entrega e confiança eram
completas. Existem várias passagens no Novo Testamento que
mostram a perfeição espiritual do Mestre Nazareno.
Vamos voltar no tempo e falar um pouco sobre
o médium de prova antes da atual encarnação.
Espírito endividado com as leis divinas,
decide trabalhar no mundo espiritual, ajudando o próximo, adquire
grandes amizades e conquista merecimentos, contudo, seu passado aflora
como um vulcão, sua consciência não consegue ficar
totalmente tranqüila, pois dentro de si sente ainda as marcas
do passado.
Graças ao bem praticado no mundo espiritual
ele pode optar por nascer médium, ou seja, através de
intercessões antes da encarnação, os técnicos
da espiritualidade hipersensibilizarão seus veículos
para poder entrar em contato com o plano espiritual de forma mais
intensa do que normalmente faria em seu atual estado evolutivo.
Para não se tornar uma presa dos espíritos
inferiores o espírito reencarnante recebe o apoio e proteção
do(s) Guia(s) ou Mentor(es) Espiritual(ais), que se compromete(m)
a auxiliá-lo para trabalharem juntos a favor do próximo.
O que podemos concluir então... o
Médium de Prova não tem evolução suficiente
para INICIALMENTE controlar sua sensibilidade espiritual e precisa
de um guia, para protegê-lo e ajudá-lo no trabalho que
irá realizar.
O médium de prova precisará
então de aprimoramento, estudo e muita força de vontade,
porque terá que dominar algo que desconhece. Esse descontrole
é bem conhecido dos médiuns, pois a grande maioria busca
ajuda quando fica totalmente desnorteado.
Falemos sobre o médium natural antes
de encarnar...
O médium natural encarna com uma
missão, seja ela pelo bem da humanidade, de uma grupo ou de
um espírito. A própria encarnação que
realiza é um ato de amor ao próximo porque a grande
maioria não precisa encarnar ou pode escolher exatamente como
deseja voltar.
Ele também recebe o auxílio
dos espíritos, mas não por suas imperfeições
e sim pela dificuldade da tarefa ou importância.
O afloramento da mediunidade ocorre nele
de forma tranqüila e seu contato com o mundo espiritual é
"natural", é claro que ele também precisa
se aprimorar, contudo, é totalmente diferente do médium
de prova. Na verdade um afina o instrumento, enquanto o outro aprende
a manuseá-lo.
Esse tópico é muito importante
para podemos concluir:
• Dificilmente você é
um médium natural, por isso busque a humildade, porque dificilmente
os médiuns naturais acham que são perfeitos.
• Se você é médium
não se ache melhor que os outros, aliás, na maioria
das vezes é o contrário, você teve essa faculdade
como oportunidade de resgatar erros e crescer.
• Se você não é
médium tenha paciência com os que são médiuns,
pois eles também estão evoluindo e podem cometer erros.
• Embora o médium de
prova não possua a faculdade e seja (na grande maioria das
vezes) um espírito endividado, se ele concluir sua tarefa com
sucesso terá conseguido crescer espiritualmente e também
resgatar débitos. A faculdade espiritual que recebeu por hipersensibilização
se tornará natural ou quase e a facilidade de dominá-la
em um encarnação posterior será infinitamente
maior.
Retiramos um trecho interessante do livro
Nos Domínios da Mediunidade, de Chico Xavier:
"O círculo de percepção
varia em cada um de nós. Há diferentes gêneros
de mediunidade; contudo, importa reconhecer que cada Espírito
vive em determinado degrau de crescimento mental e, por isso,
as equações do esforço mediúnico diferem
de indivíduo para indivíduo, tanto quanto as interpretações
da vida se modificam de alma para alma. As faculdades medianímicas
podem ser idênticas em pessoas diversas, entretanto, cada
pessoa tem a sua maneira particular de empregá-las. Um
modelo, em muitas ocasiões, é o mesmo para grande
assembléia de pintores, todavia, cada artista fixá-lo-á
na tela a seu modo. Uma lâmpada exibirá claridade
lirial, em jacto contínuo, mas, se essa claridade for filtrada
por focos múltiplos, decerto estará submetida à
cor e ao potencial de cada um desses filtros, embora continue
sendo sempre a mesma lâmpada a fulgurar em seu campo central
de ação. Mediunidade é sintonia e filtragem.
Cada Espírito vive entre as forças com as quais
se combina, transmitindo-as segundo as concepções
que lhe caracterizam o modo de ser."
8. Conclusão
O objetivo desse artigo foi falar um pouco
sobre mediunidade para as pessoas que desconhecem o assunto e que
buscam desesperadamente saber se são ou não médiuns.
Tratamos os conceitos mais simples e não
nos aprofundamos nos tipos de mediunidade e outros assuntos mais específicos.
Fecho o artigo com trechos de uma mensagem
do livro Nos Domínios da Mediunidade, onde o mentor
espiritual de uma casa transmite linda mensagem para o corpo mediúnico.
Fiquem em Paz e nunca se esqueçam
do Infinito Amor de nosso Pai e de Jesus. Nunca desistam, porque o
Pai jamais desiste de seus filhos.
" A mediunidade torturada não
é senão o enlace de almas comprometidas em aflitivas
provações, nos lances do reajuste.
...
Ninguém é realmente espírita
à altura desse nome, tão-só porque haja conseguido
a cura de uma escabiose renitente, com o amparo de entidades amigas,
e se decida, por isso, a aceitar a intervenção do
Além-Túmulo na sua existência; e ninguém
é médium, na elevada conceituação
do termo, somente porque se faça órgão de
comunicação entre criaturas visíveis e invisíveis.
Para conquistar a posição
de trabalho a que nos destinamos, de conformidade com os princípios
superiores que nos enaltecem o roteiro, é necessário
concretizar-lhes a essência em nossa estrada, por intermédio
do testemunho de nossa conversão ao amor santificante.
Não bastará, portanto, meditar a grandeza de nosso
idealismo superior. É preciso substancializar-lhe a excelsitude
em nossas manifestações de cada dia.
Os grandes artistas sabem colocar a centelha do gênio numa
simples pincelada, num reduzido bloco de mármore ou na
mais ingênua composição musical. As almas
realmente convertidas ao Cristo lhe refletem a beleza nos mínimos
gestos de cada hora, seja na emissão de uma frase curta,
na ignorada cooperação em favor dos semelhantes
ou na renúncia silenciosa que a apreciação
terrestre não chega a conhecer.
...
Convicção de imortalidade,
sem altura de espírito que lhe corresponda, será
projeção de luz no deserto.
Mediação entre dois planos
diferentes, sem elevação de nível moral,
é estagnação na inutilidade.
O pensamento é tão significativo
na mediunidade, quanto o leito é importante para o rio.
Ponde as águas puras sobre um leito de lama pútnida
e não tereis senão a escura corrente da viciação.
Indubitavelmente, divinas mensagens
descerão do Céu à Terra. Entretanto, para
isso, é imperioso construir canalização adequada.
Jesus espera pela formação
de mensageiros humanos capazes de projetar no mundo as maravilhas
do seu Reino.
Para atingir esse aprimoramento ideal
é imprescindível que o detentor de faculdades psíquicas
não se detenha no simples intercâmbio. Ser-lhe-áindispensável
a consagração de suas forças às mais
altas formas de vida, buscando na educação de si
mesmo e no serviço desinteressado a favor do próximo
o material de pavimentação de sua própria
senda.
...
A comunhão com os orientadores
do progresso espiritual do mundo, através do livro, nos
enriquece de conhecimento, acentuando-nos o valor mental; e a
plantação de bondade constante traz consigo a colheita
de simpatia, sem a qual o celeiro da existência se reduz
a furna de desespero e desânimo.
Não basta ver, ouvir ou incorporar
Espíritos desencarnados, para que alguém seja conduzido
à respeitabilidade.
...
Que mensageiro do Céu fará
fulgir a mensagem celestial em nosso entendimento, quando o espelho
de nossa alma jaz denegrido pelos mais inferiores dos interesses?
...
Saibamos refletir-lhe a glória
e o amor, a fim de que a luz celeste se espelhe sobre as almas,
como o esplendor solar se estende sobre o mundo.
Comecemos nosso esforço de soerguimento
espiritual desde hoje e, amanhã, teremos avançado
consideravelmente no grande caminho!.."
Para visualizar o primeiro artigo da
série sobre Mediunidade - A Mediunidade e o seu Despertar -
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Para visualizar o segunda artigo da
série sobre Mediunidade - Aceitando a Mediunidade -
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Para visualizar o terceiro artigo da
série sobre Mediunidade- Desenvolvimento e Aprimoramento da Mediunidade
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Para visualizar o quarto artigo da
série sobre Mediunidade- O Mentor ou Guia Espiritual-
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Prezados companheiros do grupo PAS.Eu li um belo livro dia desses e algo no livro nao me saiu do pensamento e quero se possivel o esclarecimento de vocês.No livro mesmo não sendo obra de psicografia com certeza foi uma obra ispirada pelos irmãos desencarnados.Mas o k da estoria e que uma pessa que estava em coma se reencontra despreendido do corpo fisico um irmão que tinha desencarnado ainda criança e que agora aparentava ter a mesma idade que teria se tivesse continuado na terra encarnado,Algo em torno de 35 anos ,Lembrando que o mesmo desencarnou com 9 anos.Pelo que sei os espiritos podem tomar a forma de encarnações anteriores,Mas essa vamos dizer (Evolução ou envelhecimento perispiritual ),Eu não compreendi bem.Porque essse espirito tinha perispiritualmente envelhecido,Se caso ele fosse com o perispirito ainda infantil seria mais facilmente reconhecido e era o que ele queria entao.
Resposta:
O corpo espiritual é plástico, pode tomar a forma que o espírito desejar, inclusive a utilizada em outra encarnação ou de uma criança, se assim ele desejar.
Nada o impede de tomar a forma que teria hoje se ainda fosse encarnado.
Os irmãos da Umbanda tomam formas de preto-velho ou caboclo para realizarem seus trabalhos.
Não existe envelhecimento perispiritual, embora o corpo espiritual possa perder sua forma devido ao tempo que o espírito se desvirtua do caminho, transformando-se no chamado ovóide.
Você pode notar que em várias obras psicografadas é falado que após algum tempo do seu desencarne, o espírito aparece com a fisionomia mais jovem.
O nome dado ao fenômeno de modificar a forma do períspirito é ideoplastia e também é conhecida pelos espíritos trevosos que possuem certo desenvolvimento mental.
O perispírito só deixa de existir quando o espírito se torna senhor de suas emoções e de seu pensamento, pois o perispírito conhecido pelos espíritas é a união do corpo astral (emoções) e corpo mental inferior(pensamento concreto).
Assunto:
mediunidade
Data :
09/01/2009
Pergunta:
Por vezes escuto dos mediuns que administram o passe, que sou medium, de onde vem essa informação? Há algum especie de sintomas que o outro medium senti, tipo algum sinal?
Resposta:
O mentor do médium pode lhe soprar ou intuir esta informação, ou ele pode simplesmente sentir.
Estude, frequente reuniões, muitas pessoas tem sensações mas isso não quer dizer que ela tenha que trabalhar como médium.
Se existe a dúvida então busque a resposta através da sua própria experiência.
Se existir o compromisso de trabalhar como médium a vida lhe trará oportunidades de lhe revelar isso, mas você deverá estar atento... porque senão o chamado não será atendido.
Como ELE disse há 2.000 anos
"Muitos serão chamados mas poucos os escolhidos" (poucos estarã atentos ao chamado)
Assunto:
Mediunidade
Data :
15/11/2009
Pergunta:
As vezes sinto uma forte vontade de escrever mas tenho receio que eu esteja mistificando, como poderei descobrir se é mediunidade ou vem de minha cabeça?
Resposta:
Somente tentando você irá descobrir, mas para isso você deve frequentar um Centro Espírita, Estudar e buscar o aprimoramento da sua faculdade mediúnica.
O Livro dos Médiuns de Allan Kardec é leitura obrigatória para todos aqueles que desejam trabalhar com a mediunidade, pois ele ajuda a evitar a mistificação.
A psicografia pode ser mecânica ou intuitiva, esta segunda que é a mais comum, sempre receberá de alguma forma a influência do médium.
O importante sempre será o cunho da mensagem, se ela tem um alto grau moral e espiritual, ajudando a todos e trazendo reflexões então os espíritos amigos estarão satisfeitos com o seu trabalho.
Assunto:
Médiuns de cura
Data :
19/06/2010
Pergunta:
Sou médica e, há alguns anos fiz o curso de Reiki por pura curiosidade e facilidade em realizá-lo. Sinto calor nas palmas das mãos quando o aplico, embora utilize a técnica raríssimas vezes e com pessoas de minha casa e em mim. Sei que ele não me habilita a ser um médium de cura. Recentemente recebi uma psicografia em que me aconselhavam a buscar o curso mediúnico de cura na centro espírita. Procurei me informar na casa que frequento e obtive a informação que deveria iniciar os cursos que são oferecidos e, no total, serão cerca de 6 a 7 anos até trabalhar efetivamente no serviço de cura. Gostaria de saber se acontece com todos que são médiuns de cura todo esse processo? Sei das responsabilidades em ser médium, leio bastante e gostaria tanto de ser mais útil... Obrigada!
Resposta:
A formação de um médium depende do centro espírita que frequenta, pelo que percebi até hoje o tempo de formação vai depender da orientação da casa.
Concordo que 6 a 7 anos é realmente um tempo muito longo para formação, mas você deve conversar com os responsáveis e avaliar o motivo desse tempo, caso concorde então realize o curso de formação, caso contrário você pode buscar outro centro espírita sério.
Assunto:
MEU MARIDO
Data :
24/08/2010
Pergunta:
BOM DIA
QUERIA TIRAR UMA DUVIDA SE FOR POSSIVEL.MEU MARIDO PARECE TER ALGO QUE CONSEGUE TIRAR A DOR DO MEU CORPO,QUANDO ESTOU SENTINDO UMA DOR EM QUALQUER PARTE DO CORPO SE ELE COLOCA A MAO SOBRE ESSA DOR ELA DESAPARECE COM O CALOR DAS MAOS DELE,ISSO QUER DIZER ALGUMA COISA.ABRAçOS OBRIGADA
Resposta:
Seu marido tem um magnestismo curador. Esse calor são as energias físicas que ele transmite.
Existem muitos médiuns com essa potencialidade, que se devidamente preparados em um centro espírita sério podem auxiliar muitas pessoas que necessitam de auxílio.
Existem tratamentos de cura na maioria dos centros espíritas que utilizam esse médiuns para amparar pessoas com doenças de difícil solução.